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sexta-feira, 25 de março de 2016

O ALABASTRO QUEBRADO





“Aproximou-se dele uma mulher com um frasco de alabastro contendo um perfume muito caro. Ela o derramou sobre a cabeça de Jesus, quando ele se encontrava reclinado à mesa”.(Mat.26:7)









O relato magnífico descrito pelo evangelista Mateus, da mulher na casa de Simão, o leproso, é deveras emocionante.

Decidida a encontra-se com Jesus, muniu-se do alabastro precioso, quem sabe, guardado para tão especial ocasião. Era um perfume de rara qualidade, normalmente importado do Egito, que as noivas de famílias ricas ofereciam como dote aos seus futuros maridos. O recipiente era feito de alabastro, um material resistente, que na extremidade possuía um gargalo que facilmente se quebrava, derramando o seu perfume.    Selava, assim, um compromisso, entornando seu conteúdo aos pés do futuro marido. Seu valor que era de trezentos denários correspondia aos salários de um ano de um trabalhador comum.                   

A mulher guardou o perfume para ser usado em Jesus nos últimos dias de sua vida nesta terra. E sabendo de sua presença em casa de Simão, não perdeu tempo e para lá seguiu resoluta. Diz o texto:

“Aproximou-se dele uma mulher com um frasco de alabastro contendo um perfume muito caro. Ela o derramou sobre a cabeça de Jesus, quando ele se encontrava reclinado à mesa”.
 
Venceu todas as barreiras impostas pela sociedade, e demonstrou sua gratidão perfumando a cabeça do seu querido Salvador. Não aguardou o dia da sua morte na cruz, fato que ela entendeu facilmente, tampouco o dia de sua ressurreição, ao contrário dos seus discípulos que até então mal entendiam tais assuntos. Derramou sobre a cabeça de Jesus o conteúdo precioso, relevando as críticas dos discípulos, pois só queria contemplar o rosto do seu amado Senhor.

Penso no perfume que impregnou o ambiente, e que permaneceu em suas mãos. Era impossível deixar de contagiar-se com o bálsamo de alto preço.

Hoje, dia em que se recorda a morte de Jesus, quão bom seria se todos o adorassem como Salvador vivo, e deixassem de cultuar um Cristo morto. 

Que trouxessem dádivas do coração, e que as depositassem sem medida aos seus pés, pois Ele tem amado ao mundo, de forma indescritível morrendo na cruz para tornar-se o Grande Salvador.

Que neste dia e em todos os demais de nosso viver, possamos coroá-lo como Rei e Senhor dos nossos corações, pois ao adorá-lo  ficamos impregnados com o perfume que exala da sua vida.

Imitemos a mulher que passou para a história, nas palavras do Senhor Jesus: “Eu lhes asseguro que onde quer que este evangelho for anunciado, em todo o mundo, também o que ela fez será contado, em sua memória", e não nos importemos com os que tecem suas críticas.

Vamos trazer nossos bálsamos de alegria, abrir as portas e janelas do nosso coração, e consagrar nossas vidas a Cristo, pois ele não está na cruz, tampouco na sepultura, mas vivo à direita de Deus, de onde voltará um dia para buscar eu e você que fomos  comprados por seu sangue.

A Ele toda a Glória.

Orlando Arraz Maz©