terça-feira, 5 de setembro de 2017
MEDITAÇÕES PARA UM VIVER FELIZ: NELE ESPERAREI
MEDITAÇÕES PARA UM VIVER FELIZ: NELE ESPERAREI: “Ainda que ele me mate, nele esperarei” (Jó 13:15) Este versículo é como uma rolha dentro de uma bacia com água. Por mais qu...
sexta-feira, 1 de setembro de 2017
NELE ESPERAREI
“Ainda que ele me mate, nele esperarei” (Jó
13:15)
Quando Deus não responde a minha oração, quando os meus planos de repente ficam frustrados, como reage meu coração? Eu que esperava a cura que não veio da pessoa que tanto amo. O emprego tão sonhado que vinha suprir todas as minhas necessidades. O dinheiro tão esperado, mas que me foi negado com um simples "não posso emprestar".
Nessas ocasiões, me vem à mente o versículo mencionado por Jó. Fico imaginando Jó sentado na presença dos seus amigos, com um caco em sua mão para limpar as feridas, os tumores importunando aquele corpo frágil, em outros tempos tão hígido, expressando tais palavras para espanto de todos: “Ainda que ele me mate, nele esperarei".
Por certo teria clamado por sua saúde, pela recuperação dos bens que se perderam, pelo consolo da perda dos filhos, mas o que se via era uma forte e inabalável esperança.
"Ainda que ele me mate, nele esperarei". Vejo nesta expressão a fé sublime deste homem que não se encontra na galeria dos homens de fé, embora seja um daqueles que foram "desamparados, aflitos e maltratados" (Heb.11:37), e que foi citado por Tiago como um "bem-aventurado": (Tiago 5:11). “Eis que temos por bem-aventurados os que sofreram. Ouvistes qual foi a paciência de Jó, e vistes o fim que o Senhor lhe deu; porque o Senhor é muito misericordioso e piedoso”.
Que lição posso tirar desta notável declaração de Jó? Continuar o meu lamento, ou crescer na minha fé? Sem dúvida, confiar naquele que é Soberano e que conhece todas as minhas necessidades, e que não está ausente da minha dor.
Jó entregou-se nas mãos daquele que julga retamente “O qual, quando o injuriavam, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente.”(I Pedro 2:23)
Jó continuou esperando. "Ainda que ele me mate, nele esperarei". Se a cura da sua dor não chegasse a tempo, a esperança era qual chama viva em seu coração, afirmando que mesmo morto, Deus seria o seu redentor. “E depois de consumida a minha pele, contudo ainda em minha carne verei a Deus, vê-lo-ei, por mim mesmo, e os meus olhos, e não outros o contemplarão; e por isso os meus rins se consomem no meu interior”. (Jó 19:26, 27).
Embora não tenhamos a mesma paciência e fé deste homem valoroso, nem tampouco tenhamos a coragem de imitá-lo na expressão “ainda que ele me mate”, façamos nossa oração incluindo a expressão: “ainda que a cura não chegue, que o emprego sonhado não venha...ainda...ainda...nele esperarei”.
Que em face das circunstâncias sombrias que crescem à minha volta, das provações que tendem a me sufocar, todas querendo me desviar dos céus, que este versículo seja um estímulo à minha fé, e que eu, como uma rolha na bacia das provações, possa flutuar bem próximo do coração de Deus, pois nada conseguirá me deixar no fundo. “Ainda... nele esperarei”.
Que assim seja
Orlando Arraz Maz ©
quarta-feira, 30 de agosto de 2017
PARABÉNS! DEUS TE ABENÇOE
Tu criaste o íntimo do meu ser
e me teceste no ventre de minha mãe.
Eu te
louvo porque me fizeste de modo
especial e admirável. (Salmo 139:13,14)
Há 45 anos Deus nos enviava o
melhor presente, o nascimento de uma menina. Veio para alegrar nossa vida,
aumentar o nosso amor e fortalecer nossa fé em Deus, pois ele é o doador da
vida. Os anos passaram e essa criança hoje é uma esposa dedicada e mãe de uma
filha de 18 anos.
Quantas alegrias nos têm dado!
Uma filha boa para com o seu próximo, amável para conosco, e uma dedicada e consagrada
serva de Deus.
Damos muitas graças a Deus por
sua vida, e pelo que representa para nós,
Que o Deus da nossa família continue a te
abençoar, dirigindo e protegendo seus passos.
Logo mais vamos apertá-la com
nosso abraço e um carinhoso beijo.
Te amamos.
Eu e sua mãe.
sábado, 26 de agosto de 2017
SUBINDO SEMPRE
| Fachada em construção |
| Foto antiga mas fachada atual |
CASA DE ORAÇÃO –
IGREJA EM JARDIM BOTUCATU - SP
1973 - 2017
Completamos mais um ano de testemunho no local onde o amor
de Deus nos plantou há 44 anos.
Todo este tempo pode ser representado por uma escada de 44
degraus, onde cada um demonstra a fidelidade de Deus.
Presenciamos momentos de alegrias e tristezas que se
mesclaram, quando nossas vozes se emudeceram, custando-nos ver as bênçãos que
desciam dos céus.
44 anos – 44 degraus
Uma escada bem alta – 44 degraus – e penso na subida um a
um.
O primeiro degrau é fácil de
subir – basta levantar o pé. Mas quando se chega lá pela metade, o fôlego
começa a faltar.
Assim podemos classificar o
aniversário da igreja nesta localidade. Os degraus foram sendo galgados um a
um, até chegarmos ao topo.
Uns mal começaram e partiram.
Mudanças de cidades, novos horizontes, empregos, família;
Outros, após galgarem um bom
número de degraus foram chamados pelo Senhor, e nos deixaram na subida.
Outros
procuraram novos campos de serviços espirituais onde servem com alegria.
A escada permanece firme, pois
está firmada sobre a rocha que é Cristo.
Os degraus não se gastam com o
passar dos anos, e apesar de serem molhados com lágrimas, não se apodrecem.
Ao subirmos o que nos conforta é
ouvir a voz do Sumo Pastor, que é o eterno Deus, o Senhor, nos dizendo que Ele
não se cansa e nem se fatiga. E que seu entendimento é inescrutável.
Ainda hoje, quando estamos no 44º degrau, Ele nos conforta dizendo, que
embora nos cansemos na subida, ele aumenta nossa força e renova nosso vigor.
.
Assim,
queremos continuar subindo os degraus que ainda serão construídos, pois cremos
que nossas forças serão renovadas e nossa alegria no Senhor será constante e
abençoada.
Obrigado, Pai, por esta escada de 44 degraus. Do seu topo, não permita
que olhemos para baixo onde nada nos anima. Mas que continuemos subindo, sempre
e sempre, olhando para Jesus.
Que assim seja
Orlando Arraz Maz©
sexta-feira, 25 de agosto de 2017
“AMOU-OS ATÉ O FIM!”
Um pouco antes da festa da Páscoa,
sabendo Jesus
que havia chegado o tempo em que
deixaria este mundo e iria para o Pai,
tendo
amado os seus que estavam no mundo,
amou-os até o fim.(Ev. de João
cap.13 –v.1)
No decorrer dos anos têm surgido homens
e mulheres que espalharam seus ensinos, e arrebanharam uma multidão de fiéis
seguidores. Todos eles, entretanto, sem exceção, desapareceram deixando uma
legião de discípulos frustrados, sem quaisquer esperanças de uma vida eterna,
uma vez que seus ensinamentos desprezavam a fonte celestial, o Senhor Jesus
Cristo. Além do mais, muitos destes “mestres” sofriam problemas psíquicos,
emocionais, familiares, e perante a sociedade eram péssimos exemplos.
O texto desta meditação leva-nos
a considerar a atitude de Jesus, e nos aponta para a sua diferença entre todos
os demais.
Um dia antes de sua morte reuniu
seus discípulos, e declarou-lhes algo que ressoa através dos séculos: “tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os
até o fim”. Jesus amou até o fim de sua vida neste mundo e
continua amando até hoje, porque veio ao mundo para amar e dar a sua vida pelos
pecadores.
Não há mais entre nós mestres deste tipo, mas, sim, somente os que têm interesses materiais pelos seus seguidores, vivem às suas custas, tiram-lhes o máximo do pouco que possuem, e quando percebem perigos à sua volta, os abandona. E assim, abandonados, vivem a lamentar, frustrados e sem qualquer rumo nas suas aspirações religiosas.
Não há mais entre nós mestres deste tipo, mas, sim, somente os que têm interesses materiais pelos seus seguidores, vivem às suas custas, tiram-lhes o máximo do pouco que possuem, e quando percebem perigos à sua volta, os abandona. E assim, abandonados, vivem a lamentar, frustrados e sem qualquer rumo nas suas aspirações religiosas.
Hoje,
mais do que nunca, o ser humano precisa agarrar-se ao Senhor Jesus, e segui-lo
de coração colocando-o sempre em primeiro lugar e depositando nele toda a sua
confiança. Quando isto não ocorre, e há a substituição de Jesus por qualquer
outro, a decepção é iminente. Jesus
Cristo cumpriu cabalmente seu trabalho, pois foi enviado por Deus ao mundo para
salvar-nos, assumir nossa natureza humana, levar sobre si os nossos pecados e
morrer em nosso favor na cruz. Tudo isso é realmente maravilhoso.
Sem
dúvida, como somos levados pela nossa natureza má, por certo viremos ocasionalmente
abandoná-lo, negá-lo como Pedro e os demais discípulos, mas o seu amor é
inalterável, apesar de nossas falhas. Ele nos ama e sempre nos amará em
quaisquer circunstâncias.
Louvado
seja nosso amado Salvador que nos amou até o fim.
Que
assim seja
Orlando
Arraz Maz©
sexta-feira, 18 de agosto de 2017
JESUS, A ÚNICA SAÍDA – SEM ALTERNATIVAS
“Por causa
disso muitos dos seus discípulos voltaram para trás
e não andaram mais com ele. Perguntou
então Jesus aos doze:
Quereis vós também retirar-vos?
Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, para
quem iremos nós?
Tu tens as palavras da vida eterna.
E nós já temos crido e
bem sabemos que tu és o Santo de Deus”.
(João 6:66-69)
Os
interesseiros estão por toda a parte, especialmente quando se trata de
benefícios próprios. E esta atitude foi bem acentuada durante a vida do Senhor
Jesus, na realização de seus muitos milagres. Dentre esses, destacamos o
milagre da multiplicação dos pães e peixes, relatada pelo evangelista João.
Jesus supriu as necessidades alimentares de quase cinco mil pessoas, e ainda
sobraram doze cestos com pedaços dos cinco pães de cevada. No dia seguinte
foram à procura de Jesus, não para ouvirem seus ensinos, mas, sim, na esperança
de que a boa comida se repetisse. Jesus bem conhecia seus corações: “Em
verdade, em verdade vos digo que me buscais, não porque vistes os sinais, mas
porque comestes do pão e ficastes satisfeitos” (João 6:26).
Em seguida
Jesus proferiu um discurso, apresentando-se como o pão da vida, tão diferente daquele
que foi usado para alimentar o corpo temporariamente. O pão da vida que sacia a
fome espiritual. Mas, ao finalizar seu discurso, alguns não suportaram o poder
de suas palavras, voltaram atrás e deixaram de segui-lo.
Há muitos em
nossos dias que são verdadeiros interesseiros, desejam apenas os milagres de
Jesus para satisfazer seus desejos, sem amá-lo e muito menos segui-lo. Esperam
sempre algo em troca. E cansados dos ensinos de Jesus, viram lhe as costas.
Após ouvirem o
discurso de Jesus cada um seguiu o seu caminho. Então, Jesus
fez a seguinte pergunta aos seus discípulos: “Vós também quereis retirar-vos?”
E Pedro, fazendo uso da palavra, falou em nome dos demais: “Senhor, para quem
iremos? Tu tens as palavras de vida eterna. E nós cremos e sabemos que tu és o
Santo de Deus”.
É deveras
triste o quadro religioso de nossos dias, onde há muitos que têm trocado o
ensino de Jesus por teorias humanas, verdadeiros seguidores de homens, que há
muito viraram as costas para os seus ensinos. Alimentam-se de pães bolorentos,
bebem em cisternas rotas, e não abraçam o “Pão da Vida”, o Senhor Jesus Cristo,
que desceu do céu “para que todo aquele que dele comer não morra, mas viva para
sempre” (João 6:50,51).
O apóstolo
Pedro nos apresenta uma sábia e abençoada resposta: “Senhor, para quem iremos?
Tu tens as palavras de vida eterna”. A melhor decisão de uma vida é descobrir que
fora de Cristo não há saída, e que só ele tem “palavras de vida eterna”. Não
há, não houve e nunca haverá um homem que possa garantir vida eterna. Somente
Jesus, o Deus encarnado que morreu em uma cruz e que ressuscitou ao terceiro
dia, e que hoje está no céu, pode afirmar: “Eu sou o pão da vida, quem vem a
mim jamais terá fome, e quem crê em mim jamais terá sede”.
Corra agora
mesmo para os braços de Jesus, a única saída sem alternativas.
Que assim seja
Orlando Arraz
Maz©
sexta-feira, 11 de agosto de 2017
DEUS ESTÁ AÍ COM VOCÊ!
Bom dia!
“Deus está neste lugar; e eu não sabia”; “Deus está
neste lugar; e eu não sabia”; “Deus está neste lugar; e eu não sabia”.
Essa frase foi dita por Jacó depois de um sonho que
ele teve onde ele viu uma escada que ligava a terra ao céu, e onde os anjos de
Deus subiam e desciam dela (Gênesis 28:16). Que tremendo deve ter sido
esse sonho, essa experiência!
Nos
meus primeiros anos de vida cristã havia um corinho que nós cantávamos em quase
todos os cultos. Alguns de vocês talvez se lembrem dele, e outros talvez ainda
o cantem. Esse corinho diz assim:
Deus
está aqui, aleluia
Tão
certo como o ar que eu respiro
Tão
certo como o amanhã que se levanta
Tão
certo como eu te falo e podes me ouvir
A
minha pergunta nesse dia para você é esta: Você tem essa certeza absoluta
dentro do seu coração? Você tem plena consciência e convicção de que Deus está
bem presente na sua vida?
Você
consegue sentir a doce, mas muitas vezes imperceptível presença de Deus ao seu
lado?
Pare
tudo que você está fazendo agora! Tudo!
Talvez
o dia começou e você, por mais tempo de fé que tenha, por mais firme que
esteja, por mais que tenha lido a Bíblia, ainda não se deu conta disso: Deus
está neste mesmo lugar onde você está agora! Você sabia?
Não
estou perguntando se você sabe disso teologicamente. Não estou perguntando se
você sabe a doutrina completa da Onipresença de Deus. Eu estou perguntando se
você tem plena certeza da presença de Deus que é constante na sua vida. É isso
que quero saber de você.
Não,
você não precisa me responder isso. Responda para si mesmo!
Há
outra canção bem mais recente que também quer nos ensinar a mesma coisa. Preste
atenção só em um trecho dela:
Este
é o meu respirar
Este
é o meu respirar
Teu
Santo Espírito vivendo em mim.
Isso
mesmo, isso mesmo! Deus vivendo em você, vivendo em mim!
Como
eu poderia me sentir sozinho, se eu sei que Deus está comigo? Como posso me
sentir desamparado se eu sei que Ele está perto de mim?
Quantas
e quantas pessoas neste momento se encontram na mesma situação que Jacó se
encontrou naquele dia: Sem a mínima noção da presença de Deus!
Criamos
e descartamos lugares e situações como “sagrados” e “não sagrados”.
Deus
está no meu quarto quando faço meu devocional; mas não está no banheiro quando
estou escovando os dentes. Deus estará comigo no carro se eu pedir que Ele me
proteja; mas se eu não pedir, Ele vai estar no carro de outra pessoa. Deus está
na igreja quando o culto começa; mas Ele vai embora quando o culto termina e
nós ficamos sem a presença Dele conversando com os nossos amigos.
Lembra-se
daquele sonho que Jacó teve e que mencionei no inicio dessa mensagem? Pois é,
às vezes penso que há pessoas que vivem pensando que Deus vive descendo aquela
escada, fica um pouco ao nosso lado, e depois Ele sobe de novo para o céu. Aí,
de repente Ele se cansa de estar sentado, desce mais um pouco, fica com a gente
mais um tempo, e depois volta para o céu novamente.
Você
pode achar engraçado, mas é bem assim que penso que acontece com muitas pessoas.
É dessa forma que muitas vezes agimos: como se Ele não estivesse sempre
presente!
Espero
que a certeza absoluta da presença constante de Deus na sua vida faça você
encarar seus dias de uma maneira totalmente diferente de hoje em diante.
Deus
está aí, neste lugar! Deus presente... Emanuel!
Deus
te abençoe!
(Transcrito do Pr.Sérgio Muller)
E-mail: sergiomuller1964@gmail.com
sábado, 5 de agosto de 2017
SIM OU NÃO
Mas todos à uma começaram a escusar-se.
Disse-lhe o
primeiro: Comprei um campo, e preciso ir vê-lo;
rogo-te que me
dês por escusado.
Outro disse:
Comprei cinco juntas de bois,
e vou
experimentá-los; rogo-te que me dês por escusado.
Ainda outro
disse: Casei-me, e portanto não posso ir.(Lucas 14:18-20)
Muitas vezes enfrentamos
situações que exigem nossa decisão – um firme e decisivo sim, ou não. E assim devemos
arcar com suas consequências. Nesta semana o cenário político de nosso País
passou por tal experiência, exigindo dos nossos representantes seu “sim” ou “não”.
Da mesma forma, em
nosso dia-a-dia, inúmeras vezes nossas decisões devem ser tomadas, quer nas
pequenas ou grandes tarefas. Desde ir a um determinado lugar, comprar alguma
coisa, comer algum alimento, enfim, decisões cruciais.
Em todas as situações, podemos acertar
ou errar, tirar lições e aprender delas, pois se aplicam a esta vida
circunscrita a alguns anos. Como escreveu Moisés: “A duração da nossa vida é de
setenta anos; e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, a medida
deles é canseira e enfado; pois passa rapidamente, e nós voamos” (Salmo 90:10).
Assim, como há decisões passageiras, há as eternas, que definem nossa
existência após a morte. E destas devemos nos preocupar e focar nossos
pensamentos.
No texto desta meditação Jesus nos
apresenta três vidas, três decisões, três respostas, que merecem nossa
consideração.
O primeiro comprou uma fazenda e
precisava ir vê-la. “Comprei um campo, e preciso ir vê-lo; rogo-te que me dês
por escusado”. Trocou um banquete onde tudo foi preparado com cuidado, uma mesa
farta que nada lhe custou. Sua resposta, embora educada, foi um decisivo “não”.
Perdeu, portanto, uma excelente
oportunidade, um raro banquete.
O segundo homem ia
experimentar dez bois que já tinha comprado. Certamente ele não os teria
comprado sem antes saber o seu valor, e, portanto, não havia urgência para
testá-los, pois já eram seus. Foi um negócio grande, e deve ter ocupado tanto a
sua mente que a “ceia” se tornou sem importância para ele. Esta atitude estava
por trás de todas as desculpas, que na realidade eram recusas absolutas. (Com.
Ritchie).
O terceiro homem
casou-se e, portanto, não poderia comparecer. Uma desculpa sem qualquer base
sólida, pois poderia levar sua mulher. Da mesma forma como os demais, perdeu um
grande banquete.
Esta parábola de Jesus
é um lindo quadro da salvação apresentada por Deus. Ele preparou tudo para esta
grande festa, pois enviou seu único filho, nascido de uma virgem, para ser o
Salvador dos homens, dando sua vida na cruz do calvário. A provisão desta
salvação é deveras abundante, e sua oferta é totalmente gratuita. Apenas devemos aceitar o seu convite e
desfrutar de tantas iguarias.
Portanto, nossa decisão é fundamental, e nossa
aceitação deverá ser “sim” , e assim será definida nossa eternidade.
Que tal avaliarmos
nossas respostas? Não apenas as que se limitam a esta vida, negócios, política,
assuntos triviais, mas respostas às necessidades de nossa alma, aquelas que
apontam para a pessoa de Jesus, como escolhê-lo como Salvador, Amigo fiel e
Redentor.
“Ainda há lugar”, foi
a mensagem dos servos ao sair pelas ruas e bairros da cidade.
Meu “sim” como resposta
a Cristo neste dia define minha vida na eternidade, e minha participação na
festa é garantida pela Sua obra na cruz.
“Sim” ou “Não” – Que seja
um forte e decisivo “Sim”.
Que assim seja
Orlando Arraz Maz©
sexta-feira, 28 de julho de 2017
MILAGRES DE DEUS
"Clama a mim, e responder-te-ei,
e anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes"
Jeremias 33:3
Nem sempre o que pedimos a Deus alcançamos, mas sempre Ele nos surpreende por sua maneira em agir.
Quando passamos por um problema de
saúde que requer toda urgência, e que uma vez se agravando pode levar- nos à
morte, imediatamente clamamos a Deus por cura, que muitas vezes tarda em
chegar. Assim, pensamos que Deus está alheio. Ledo engano. Deus está
providenciando seus meios que sempre e incontestavelmente são os melhores.
Foi assim minha experiência. Em
uma viagem de ônibus de Santiago-Chile, para Vinha Del Mar, ao iniciar a viagem
iniciou-se um edema em minha língua (inchaço que dificulta a fala e que pode
obstruir a garganta), algo que não ocorria há quase dez meses. Pois bem, para
meu desespero aconteceu longe de casa, num outro país, e dentro de um ônibus
que levaria quase duas horas para chegar ao seu destino, e consequentemente longe
de socorro médico.
Clamei pela providência de Deus
para que ele operasse um milagre, voltando minha língua à normalidade. Mas ela
inchava cada vez mais. Como já não podia
falar, digitei no celular onde descrevi meu estado terrível para minha filha,
um anjo sempre por perto. Chegando à rodoviária, final do trajeto, mostrei o celular
para ela que leu sobre meu estado. Uma vez ciente, ao descermos do ônibus, expôs
meu problema ao encarregado dos taxistas que providenciou um táxi que me levou
imediatamente ao hospital. Deus abriu todas as portas.
Deus não removeu o edema de forma imediata e
miraculosa como eu desejava, mas abriu todas as portas para um grande
livramento, onde me fez uma grande surpresa, pois dentro de duas horas estava
curado.
Muitas vezes, enquanto sofremos e
a angústia toma conta, Deus providencia uma cura completa, e ao mesmo tempo
prepara uma festa, para depois cantar conosco.
A Ele toda a glória
Orlando Arraz Maz©
sexta-feira, 21 de julho de 2017
AMOR INCONDICIONAL
Meu Deus é um Deus que me ama
tanto, tanto,
Que cuida de mim e me leva em
seus braços
Que a cada dia enxuga todo o meu
pranto
E bem de pertinho dirige os meus
passos.
Por que me ama tanto? Tal amor
não mereço,
O que em mim viu? Por certo, de
bom, nada.
E quando menos espero mais o
entristeço,
Ao prosseguir nesta minha curta
jornada.
E porque me ama tanto, bem
escondido,
Meu dia de amanhã guarda bem em
segredo:
Uma dor que me deixaria
entristecido,
Ele não me fala e posso viver sem
medo.
Ele quer que eu sinta e viva a
cada dia,
Avaliando seu socorro que não
falha.
E quando a dor chegar resoluta e
fria,
Seu coração de amor pronto me
agasalha.
Esse é o Deus que garante meu
futuro
O Deus que quero honrar mesmo
sendo incapaz.
E se chegar o dia mau, o dia
escuro,
Estarei
bem seguro porque Ele é minha paz.
Orlando Arraz Maz©
sexta-feira, 14 de julho de 2017
UMA TELA DE CONTRASTES
“Ora, descendo ele do monte, grandes multidões o seguiram.E eis que um leproso, tendo-se aproximado,adorou-o dizendo: Senhor,se quiseres, pode purificar-me.E Jesus, estendendo a mão,tocou-lhe, dizendo Quero,fica limpo.E imediatamente ele ficou limpo de sua lepra” (Ev. Mateus 8:1 a 3).
Se eu fosse um artista diante de uma tela, faria um retrato dos dois rostos, o de Cristo e o do leproso, tendo como fundo o monte de onde Jesus descia acompanhado da multidão. Ressaltaria os contrastes daquele encontro, mostrando o homem perfeito diante do homem desfigurado. Quem já viu um leproso entenderia muito bem.
Jesus encantara os discípulos e a multidão com seus ensinos, especialmente com as bem-aventuranças. Não há nada semelhante ao Sermão do Monte em toda a literatura mundial, produzida através dos anos. Nem tampouco haverá, porque é a mensagem que fluiu do coração do Homem-Deus, que se identifica em cada frase pronunciada no monte bendito.
“Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia”.
Da forma que ensinou, praticou não só nesta ocasião, como através dos anos e por toda a eternidade. E ao descer do monte, o olhar de misericórdia alcança o infeliz leproso. O olhar de Cristo penetra o seu olhar vazio, profundo, sem vida. As mãos de Cristo, fortes, vigorosas, com seu gesto, não somente acalmavam a tempestade, ou enxugavam as lágrimas da viúva de Naim, diante da perda do filho único, mas tocam no corpo coberto de lepra.
Sua compaixão atravessa barreiras, quebra preconceitos, ofendem religiosos, vai de encontro à lei levítica. E tudo para dar saúde ao corpo deformado, desprezado, que afugentam grandes e pequenos.
É o grito do homem desesperado. “Senhor, se quiseres, podes purificar-me”. E aquele encontro transformou o corpo do leproso no corpo mais perfeito e sadio.
É sempre assim. Quando Jesus toca nas vidas exercitando sua misericórdia, ficamos parecidos com Ele. O caráter se modifica, o coração é inundado de gozo, a vida é mais feliz. A lepra não mais existe.
E ao terminar a pintura, mostraria em cores vivas o sorriso de Jesus e o espanto do leproso, ao olhar-se admirado vendo sua pele como a pele de um bebê.
Jesus é maravilhoso. Não tem medo nem asco de tocar vidas imundas e cobri-las com as vestes da salvação.
Não há ninguém que ao receber seu toque de misericórdia, saia de sua presença com manchas no coração e no caráter.
Ele tem poder para purificar, ainda hoje, com seu precioso sangue, vidas estragadas pela lepra que é o pecado.
Que assim seja
Orlando Arraz Maz©
Orlando Arraz Maz©
sexta-feira, 7 de julho de 2017
DAVI E JÔNATAS - AMIGOS VERDADEIROS
“E sucedeu que, acabando ele de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a alma de Davi; e Jônatas o amou, como à sua própria alma”. I Samuel 18: 1
Há muitas histórias de amigos verdadeiros que nos deslumbram, como aquela do soldado que pediu permissão ao seu superior para procurar o amigo que não voltou para o acampamento. A resposta veio imediatamente: pedido negado. O soldado insistiu na sua pretensão, ao que o superior respondeu: “ele já está morto, e por que arriscaria a vida de mais um soldado”? “Mas, capitão, tenho certeza que meu amigo está vivo, esperando por mim”. Mesmo negado seu pedido, partiu em busca do amigo. Quando lá chegou, agonizava, e ainda pode balbuciar o seguinte: “eu tinha a certeza que você viria me buscar”.
Na canção de Milton Nascimento, a figura do amigo é cantada assim:
“Amigo é coisa para se guardar no lado esquerdo do peito, mesmo que o tempo e a distância digam "não", mesmo esquecendo a canção, o que importa é ouvir a voz que vem do coração”
Entretanto, a história de Jônatas e Davi supera todas as demais. Eram amigos verdadeiros, e a trajetória de vida de ambos não deixa margem para dúvidas.
Jônatas, filho de Saul, herdeiro natural do trono, abriu mão da futura realeza em favor do amigo, quando “despojou da capa que trazia sobre si, e a deu a Davi, como também as suas vestes, até a sua espada, e o seu arco, e o seu cinto”(I Sam.18:4)
A amizade de Jônatas nasceu no mesmo instante que presenciou a morte de Golias pelo jovem desconhecido até então. Quando viu os filisteus fugindo pelos montes, descobriu que o peso fora retirado dos ombros do seu povo. Agora era um povo feliz, sem o jugo pesado do inimigo. Podiam plantar suas lavouras sem riscos de serem queimadas, e podiam viver em paz sem o perigo de terem suas casas incendiadas.
Jônatas de pronto recebeu tudo isso como presente do pequeno Davi, e tornou-se a partir daí seu verdadeiro amigo. E sendo um experimentado general de exército nas fileiras de Israel, humildemente depôs suas armas e vestimentas como homenagem a um combatente mais corajoso do que ele.
Os anos se passaram, outras batalhas foram ganhas e perdidas, até que nos montes de Gilboa, Saul e Jônatas tombaram. E Davi lamenta essas mortes, compondo uma das elegias mais emocionantes nos relatos bíblicos:
“Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas; quão amabilíssimo me eras! Mais maravilhoso me era o teu amor do que o amor das mulheres. Como caíram os poderosos, e pereceram as armas de guerra!” (II Samuel 1:26,27).
Afirmei no princípio deste artigo que esta amizade supera todas as demais, porque há um amigo verdadeiro que se chama Jesus.
Aquele que confia e o confessa como seu Salvador, um dia também estava sendo escravizado e hostilizado por um poderoso inimigo, o mesmo que um dia foi expulso dos céus. Vivia sem paz, sem proteção, empobrecido a cada dia. Mas Cristo veio a este mundo para tirar o ser humano do seu estado de miséria. E o apóstolo Paulo esclarece:
" O qual (Deus) nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor." (Colossenses 1 : 13)
Na grande batalha Jesus veio para mudar nossa história, nos tirar do império de trevas e nos transportar para um reino de paz e de amor. Na cruz combateu o gigante e venceu a batalha ressuscitando ao terceiro dia.
Não há amigo melhor como Jesus, que pode dizer um pouco antes de sua morte: “Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. Vós sereis meus amigos se fizerdes o que eu vos mando. (Ev.João 15:13,14)
Os bons amigos de hoje podem falhar amanhã e nos deixar abandonados. O único amigo que não falha é Jesus, e este sim, deve ser levado do lado esquerdo do peito.
Devemos agir com a mesma humildade de Jônatas, depor aos pés de Cristo todos os nossos recursos que não podem derrubar gigantes, e declararmos nossa amizade irrestrita. Confiar em Cristo e deixar que ele reine em nosso coração.
“És meu amigo ó bendito Salvador, acho refúgio no teu grande amor.
“Na jornada canso, mas o teu poder me traz uma nova força e celeste paz.
“És meu amigo no perigo ou dissabor, sempre comigo tu estás Senhor.
“Tu és quem me guia nesta peregrinação, e Senhor desfruto tua proteção. (HC 454)
Que assim seja
sexta-feira, 30 de junho de 2017
CRISTO, O BRILHO DO ROSTO!
A luz da glória
de Deus brilhou na face de Cristo
e seguiu direto
para o nosso coração. (II Cor.4:6)
Certa manhã de primavera o sol entrava pela
minha janela e produzia um clarão que alegrava todo o ambiente. Que manhã
maravilhosa.
E o tema da meditação naquele dia
referia-se a refletirmos a imagem de Cristo. E daí surgiu o pensamento que aqui
transcrevo.
Será que meus amigos estão
contemplando a face de Cristo na minha face? Ou melhor, estou refletindo a face
de Cristo?
Para que possamos refletir a imagem de
Cristo é necessário recebermos o resplendor de Deus sobre nossas vidas.
Assim entendia o Salmista neste canto.
“Que o Eterno nos conceda sua graça e
nos abençoe, e que faça sobre nós resplandecer a sua face, para que sejam
conhecidas na terra o teu Caminho, a tua Salvação entre todas as nações”.
(Salmo 67:1,2)
Esta era a mesma invocação sacerdotal proferida por Arão:
“Yahweh, o Eterno, te
abençoe e te guarde. Faça o Senhor resplandecer o seu rosto sobre ti e te
agracie. Que o Eterno revele a ti a sua face de amor e te conceda a paz!
(Num.6:24,25 (KJ).
Mas qual a finalidade de resplandecer a
sua face sobre nós? A resposta está em seguida: “para que se conheça na terra o
teu Caminho, a tua Salvação entre todas as nações”.
A mensagem é bem atualizada.
Quando um coração alegre é estampado
no rosto os outros veem em nós uma alegria diferente. Não quero dizer que
precisamos sair por aí dando gargalhadas, pois nossa condição de pessoas
alegres pode ser expressa por gestos,
palavras, atos de bondade, educação, mansidão, e todas as demais
características de um verdadeiro filho
de Deus. Refletimos aquele que é o sol de Justiça, Jesus Cristo, profetizado
pelo profeta Malaquias:
“Mas para vós, os que temeis o meu
nome, nascerá o sol da justiça,
trazendo curas nas suas asas; e vós saireis e saltareis como bezerros da
estrebaria”.(Malaquias 4:2)
E cabe a nós estampar nossa alegria,
mesmo nos dias mais negros, em que nossa serenidade será vista por nossos
amigos e apreciada como o sol que brilha na sua força.
O tradutor da poesia transcrita, Dr.
João Gomes da Rocha, expressa bem este pensamento: Cristo, a pura luz dentro do
coração, refletirá seu brilho, e sua glória será revelada em mim, para consolo
e salvação de muitos.
“Sol da minha alma, ó meu Jesus, revela a tua glória a mim, e
recolhendo a pura luz, refletirei seu brilho aqui”.(HC 296).
O coração alegre aformoseia o rosto...
(Prov.15:13). Mas só o rosto dos que já conhecem a formosura de Cristo.
Que
assim seja
Orlando
Arraz Maz
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