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sábado, 11 de setembro de 2010

NICODEMOS - O HOMEM TRANSFORMADO -Orlando Arraz Maz

NICODEMOS 
O HOMEM TRANSFORMADO

 
Era tarde da noite. Uma noite escura, tão escura quanto o coração de Nicodemos.

Por mais que desejasse ir para cama, algo o impedia.

Talvez receoso de ser visto pelos seus pares, ou querendo, na calada da noite, estar sozinho com o famoso Rabi.

Mil pensamentos giravam em sua cabeça, qual torvelinho.

Os milagres que vira, a transformação da água em vinho, os humildes pescadores de peixes, agora alunos do Mestre sendo ensinados a serem pescadores de almas...

Quem poderia fazer tais coisas? Outros tentaram, mas sem sucesso, sem o carisma do Mestre em Israel.

E com tais pensamentos, resoluto, foi à casa humilde onde se encontrava Jesus.
 
E sob a luz bruxuleante, talvez vinda do lampião, pode olhar nos olhos de Jesus e declarar-lhe suas convicções:
“Rabi, bem sabemos que és mestre vindo da parte de Deus, porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes se Deus não for com ele”
 
E que sinais teria visto Nicodemos ? O milagre de Cana da Galiléia ? A conversão de Natanael? , a transformação de rudes pescadores em pescadores de almas? A alegria de André em contar ao seu irmão Pedro a grande descoberta?
 
E Nicodemos foi à procura de Jesus. O príncipe dos judeus e mestre em Israel, diante do Rei dos reis, aprendendo a mais notável lição do Mestre vindo dos céus que o transformou em nova criatura.

Bendita aquela noite.

Aos poucos as palavras de Jesus começaram a iluminar o coração de Nicodemos. Em princípio pareciam tão difíceis, mas a habilidade do Mestre, sua paciência e o seu amor por Nicodemos levaram-no a entender o caminho do novo nascimento.

Nada de reencarnação, de outras vidas, de antigas purificações, e sim do nascimento da água, a bendita palavra de Jesus e do Espírito,

Quem sabe, ao despontar os primeiros raios de sol, Nicodemos resolveu partir, levando no coração a certeza de que Jesus não somente era o Mestre vindo da parte de Deus, mas sim o próprio Deus que veio habitar neste mundo como homem.
Agora Jesus era o seu Salvador.

E mais tarde, diante da controvérsia entre o povo e os religiosos, Nicodemos faz uso da palavra:

“Porventura condena a nossa lei um homem sem primeiro o ouvir e ter conhecimento do que faz?”(João 7:50)

Ah! se todos tivessem ouvido o que ouviu Nicodemos naquela noite.A noite de sua libertação.
 
Senhor, que eu seja tão corajoso quanto Nicodemos e que a dúvida não abale meu coração.

Dá-me coragem para procurá-lo mesmo tarde da noite e bater à sua porta desejando ouvir suas palavras e entende-las.
Não importa o que os outros falem ou pensem.
Eu quero resolver os problemas que tem machucado a minha alma. Que os teus "sinais" falem ao meu coração.

Dá-me coragem, Senhor, para vencer barreiras e preconceitos. Não permitas que a noite chegue e que eu a atravesse sem contemplar o amanhecer.

E entre na noite eterna sem conhecer-te como meu Salvador, o Salvador de Nicodemos.

Senhor crie em mim a persistência e o amor de Nicodemos.

Ele seguiu seu Salvador até à cruz. Retirou-o da cruz. Limpou suas feridas. Enxugou o sangue do rosto que escorria pelo corpo. Retirou com cuidado a coroa de espinhos. E o banhou com a mistura de mirra e aloés.

Eu quero seguir-te Senhor. Leva-me até à cruz. Abra os meus olhos e me faças ver uma cruz sem um corpo ferido e morto.
Leva-me mais adiante, naquele jardim, e que eu veja um túmulo vazio.
E que entenda como Nicodemos que o Mestre vindo da parte de Deus é a ressurreição e a vida.

E que a noite dentro da minha alma dê lugar àquele que é a Luz do Mundo.

SALMO DE DAVI - JÔNATHAS BRAGA

SALMO DE DAVI

 
Purifica-me Senhor o coração,
E faz- me mais branco do que a neve;
Pois nesta vida transitória e breve
Só encontrei tristeza e imperfeição.

Dá- me alegria em tua salvação,
Essa alegria que ninguém descreve
E que o fardo da vida torna leve,
Quando aparece a mágoa e a provação.

Faz- me como lã dos cordeirinhos,
E semelhante a neve dos caminhos
Para que eu seja reto em meu viver.

E procure servir- te com cuidado,
Cada vez mais distante do pecado
E mais perto de ti permanecer.

domingo, 5 de setembro de 2010

TRINTA DE AGOSTO - UMA DATA PARA NÃO SER ESQUECIDA

TRINTA DE AGOSTO - UMA DATA QUE NÃO PODE SER ESQUECIDA

Já se passaram sete dias desde 30 de agosto. Agora mais calmo, sentei-me em frente do computador e comecei a digitar essas palavras. Antigamente, diria que peguei da caneta e do papel. E não a muito tempo, da máquina de datilografia.

Mas os tempos são outros – é o século XXI. Quem diria que nasci na metade do século XX e uns tantos anos já avançam à frente deste novo século.

Pois bem, vamos ao texto.

O dia 30 foi um dia de dupla felicidade.

A primeira, do dia em que nasceu minha filha. E já se vão trinta e oito primaveras. Uma vida para ser comemorada a cada dia e não uma vez por ano.

A outra felicidade foi a alta do hospital onde esteve internada minha mulher para uma reforma do coração: duas safenas e uma mamária. Uma vitória, uma batalha vencida, fruto de respostas de orações e do amor de Deus.

Duas datas, duas vitórias, dois marcos de felicidades. Precisa mais?

Quero estender minhas mãos a Deus e dizer-lhe que sou grato e que não mereço tantas bênçãos. Somente me rendo à sua graça maravilhosa:

Pela minha filha, pelo seu amor extremo, pelo seu coração de ouro, pelo seu exemplo de vida.

Parabéns pelo seu aniversário. Que Deus prolongue os seus dias sobre a terra, pois a terra é carente de pessoas como você.

Que tanto eu como você, sua mãe, Washington, Esther e André que comemoramos com alegria seu aniversário, juntos comemoremos a segunda vitória, com a alegria de termos junto a nós e perto do nosso coração, a“mãezona” querida com o coração transformado duas vezes: uma pelo Médico dos céus, outra pelos médicos da terra.

Um beijo carinhoso do escrevinhador destas palavras.

Seu pai coruja







"AMAI-VOS ARDENTEMENTE" - Autor:Orlando Arraz Maz

Amai-vos ardentemente

“amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro”
(1ª carta do Apóstolo Pedro 1;22-b)

Como é possível amar uns aos outros ardentemente com um coração puro? Antes de responder, gostaria de pensar: para quem o apóstolo Pedro escreveu estas palavras?

É fácil descobrir pela leitura no início de sua carta:

1)Para um povo de propriedade de Deus que estava espalhado. Eram forasteiros.

2)Estavam sofrendo as mais terríveis provações;

3)Do ponto de vista humano, sem quaisquer esperanças.

Portanto, torna-se claro que o ambiente em que viviam era o mais deplorável, uma vez que abraçaram a nova fé na pessoa do Senhor Jesus, e por esta razão sofriam as mais diversas perseguições.

Quem deveria amá-los? As autoridades romanas? Os vizinhos? Os amigos? Os parentes mais próximos? Por certos estes se tornaram inimigos e perseguidores.

Eles seriam amados com um amor fraternal por todos os que abraçaram a Verdade do Evangelho, cuja semente incorruptível germinou em seus corações dando-lhes uma nova vida. Agora viviam sob uma esperança viva, apesar das perseguições. Tinham o amor daqueles que foram amados por Cristo. E apesar das lutas, eram felizes.

Entretanto, o apóstolo ensina que não é qualquer amor que deveria nortear seus corações, um sentimento superficial, uma demonstração rasa de afeto ou um “oi”! , “como vai?”, “não me esqueci de você!”, etc., mas um amor ardente, fervoroso.

Aqueles que um dia amaram e que ainda amam seus cônjuges sabem muito bem o que é um amor ardente: é a vontade de tê-los em todos os momentos, e que dois minutos após a despedida, nasce a vontade de estarem juntos novamente; é o interesse pelo seu bem estar; a preocupação por suas aflições e a prontidão para estancar suas lágrimas.

Como seria maravilhoso se esse amor ardente fosse manifesto da mesma forma por todos os irmãos em Cristo, não somente pelas orações, mas pela sua presença real, seu conforto, suas palavras de ânimo, seu abraço.

Creio que foi assim na nova comunidade de irmãos, os forasteiros do primeiro século. Eles dependiam de Cristo e de seus irmãos. Cristo nos céus renovando-lhes a esperança, e seus irmãos  na igreja trazendo-lhes conforto, e demonstrando-lhes um amor ardente.

Afinal, só tem esse amor os que foram gerados pela Palavra e que tiveram suas almas purificadas pelo sangue do Senhor Jesus, e que se tornaram homens e mulheres obedientes.

Que assim seja para Sua Glória.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Uma velhice abençoada - Autor: Orlando Arraz Maz

“ Fui moço e agora sou velho;mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua descendência a mendigar o pão”. ( Salmo 37:25)




Algumas vezes ouvi meu pai citar este versículo quando ainda era bem criança. Nossa família possuia poucos recursos e condições bastante limitadas. Embora nunca nos tenha faltado o básico em nossa mesa, meu pai confiava nesta citação bíblica.

Naqueles tempos não entendia a profundidade deste versículo, talvez por não ser um idoso, ainda.

Os anos se passaram. Tornei-me adulto, pai e avô, e novamente me confronto com este versículo.Desejo confiar nas suas palavras, assim como confiavam meu pai e o rei Davi.

É bem provável que alguns tenham certa dificuldade em sua interpretação, uma vez que há tantas necessidades e carências ao nosso redor.

Davi, agora um idoso, tem plena certeza que Deus nunca desampara o justo nem sua descendência.

É possível alguém passar por necessidades, assim como Davi passou diversas vezes.

Lembro-me quando com seus moços esperavam a bondade de Nabal,uma vez que estavam famintos (ISam.25), ou quando foi à procura do sacerdote Aimeleque ( I Sam. 21).

Sim, o justo pode passar por privações, mas nunca sentir o desamparo de Deus.

Este homem  do nosso texto é aquele que vive sem ganância(vers.21), que é abençoado (vers.22), que tem seus passos confirmados pelo Senhor(23),e que ao cair contará com a sustentação da mão do Senhor(vers.24).Por isso esse homem nunca sentirá o desamparo de seu Deus nem tampouco sua descendência.

Bendito seja o Deus de Davi e de meu pai, que embora não prometa bens materiais em abundância, nos abençoa e nos conforta com a sua presença.

Que ensinemos nossos filhos a fidelidade de Deus em não desamparar o justo nem a sua descendência.

Ele não nos promete um tapete florido, mas uma mesa farta da sua presença constante e abençoada.

Louvado seja nosso Deus.