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São Bernardo do Campo, São Paulo, Brazil

sábado, 8 de fevereiro de 2020

COMO VOCÊ OFERTA AO SENHOR?


   
Receberam de Moisés todas as ofertas que os israelitas
tinham trazido para a obra de construção do santuário.
E o povo continuava a trazer voluntariamente ofertas,
manhã após manhã.(Êxodo 36:3)
 
Os versículos desta meditação são notáveis, pois informam com todos os detalhes a disposição dos israelitas em atender ao pedido de Moisés. Deus lhe dera todas as instruções necessárias para a construção do tabernáculo que foi prontamente obedecida.  E então, passou a seguinte ordem a toda a comunidade: “Foi isto que o Senhor ordenou”.( Êxodo 35:4). Portanto, todo o material necessário foi ofertado pelo povo. O texto nos diz que o povo trazia suas ofertas voluntariamente, “manhã após manhã”.


Lições preciosas podemos extrair deste povo, que podem ser aplicadas a cada um de nós. Devemos contribuir para a obra do Senhor com nossas ofertas, e com alegria, pois o Senhor ama a quem assim dá, conforme escreve o apóstolo Paulo: “Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama a quem dá com alegria” (II Cor.9:7).  Muitas vezes somos mesquinhos e entregamos a Deus aquilo que sobra de nossos ganhos, e que muitas vezes são verdadeiras esmolas.

Paulo, escrevendo aos crentes de Corinto, ressalta a alegria deles em contribuir para ajudar seus irmãos empobrecidos de Jerusalém. “No meio da mais severa tribulação, a grande alegria e a extrema pobreza deles transbordaram em rica generosidade”.(II Cor.8:2) .

Voltando ao nosso texto, descobrimos algo extraordinário: Os que estavam envolvidos na obra informaram a Moises que “o povo está trazendo mais do que o suficiente para realizar a obra que o Senhor ordenou”. Assim, o povo foi impedido de trazer mais, pois o que já haviam recebido era mais que suficiente para realizar toda a obra que o Senhor ordenou.

Para Deus que criou o universo do nada, bem poderia ter construído o tabernáculo e seus utensílio tão somente pela sua palavra. Mas, não. Deus se alegra em ver o interesse do seu povo em cooperar com a obra. Assim, o mesmo se dá em nossos dias, pois Ele usa os recursos de seus filhos para abençoar sua obra. Seria bom que todos contribuíssem de maneira liberal, com abundância e generosidade, à exemplo dos israelitas e dos cristãos das igrejas da Macedônia.

Somos instruídos pela sua Palavra a contribuir: “No primeiro dia da semana, cada um de vocês separe uma quantia, de acordo com a sua renda, reservando-a para que não seja preciso fazer coletas quando eu chegar” (I Cor.16:2).Não há qualquer porcentagem determinada para que ninguém fique limitado à mesma, mas que seja generosa, e assim, abundante será a obra do Senhor.

Então, que tal rever nossa atitude para com as ofertas que separamos para o Senhor? São dignas dele? Exaltam o seu nome? Abençoam sua obra?

Não estamos mais construindo “tabernáculos”, mas alcançando vidas que serão salvas pela mensagem do Evangelho, levada pelos pés dos mensageiros do Senhor que devem ser sustentados por nossas ofertas.  É tempo de mudar.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©



sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

VOCÊ É UMA PESSOA VITORIOSA?


 “Mas graças a Deus, que nos dá a vitória
 por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.
Portanto, meus amados irmãos, mantenham-se firmes,
e que nada os abale, Sejam sempre dedicados à obra do Senhor,
 pois vocês sabem que, no Senhor,
o trabalho de vocês não será inútil”. (I Cor. 15:57,58)


Quem não gosta de vitória, na vida pessoal, nos negócios, nos estudos, e em tantas outras áreas? Sem dúvida transforma a vida dos que a saboreiam. Estampam no rosto suas marcas e facilmente todos percebem o grau de satisfação que a vitória traz.  

O apóstolo Paulo, quase na reta final da sua primeira carta aos cristãos da cidade de Corinto, ergue um monumento que é o capítulo quinze. Começou escrevendo àquela igreja, e suas palavras denotavam nuvens escuras sobre seus membros. Talvez tenham causado neles muita tristeza, mas por certo trouxeram excelente ensino. Ao chegar neste capítulo majestoso, defende a ressurreição atacada pelos falsos mestres que tentavam perverter a fé de muitos daquela igreja.


Ainda hoje a ressurreição é vista com reservas por muitas pessoas, que preferem a reencarnação, sem qualquer base nas escrituras e jamais ensinada por Jesus Cristo. E o apóstolo assim escreve: “Se não há ressurreição dos mortos, então nem mesmo Cristo ressuscitou; e, se Cristo não ressuscitou, é inútil a nossa pregação, como também é inútil a fé que vocês têm.”(I Cor.15:13,14)

Os cristãos de Corinto podiam caminhar com essa vitória nas suas vidas, estampar nos seus rostos uma alegria santa, e permanecer firmes e inabaláveis. Podiam trabalhar para Cristo certos de que seus esforços não seriam inúteis.

E nós? Eu e você, ostentamos essa vitória em nossas vidas, e assim nos tornamos felizes em nosso dia a dia? Que não nos esqueçamos das palavras do apóstolo João: “O que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (I João 5:4).

Então, você é uma pessoa vitoriosa? Eu, com certeza, sou.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©




sexta-feira, 24 de janeiro de 2020


BODAS DE OURO – PRESENTE DE DEUS

 ”Quem encontra uma esposa encontra algo excelente; 
recebeu uma bênção do Senhor” (Prov. 18:22)



A data de hoje, 24 de janeiro, é deveras especial para mim. Há exatos cinquenta anos casei-me com minha esposa Fátima. Vieram dois filhos, um genro, uma nora e três maravilhosos netos. Acumulamos nestes anos muitas histórias tristes e alegres, e lágrimas foram derramadas. Entretanto, tenho plena certeza de que o preceito bíblico se completou em minha vida: ”Quem encontra uma esposa encontra algo excelente; recebeu uma bênção do Senhor” (Prov. 18:22). E a bênção maior, depois da salvação de Cristo, foi ter encontrado este tesouro precioso.

24/01/1970
Em todos estes anos procuramos viver no temor do Senhor, apesar de nossas imperfeições, levando nossos filhos ao conhecimento de Jesus como único e verdadeiro Salvador, e tudo o que aprendemos de nossos pais,  transmitimos aos nossos amados filhos, nas palavras de Asafe, escritor do Salmo 78: “...O que ouvimos e aprendemos, o que nossos pais nos contaram, não os esconderemos dos nossos filhos; contaremos à próxima geração os louváveis feitos do Senhor, o seu poder e as  maravilhas que fez” (vers.2-4)

E assim temos feito nestes cinquenta anos, contando aos nossos filhos o que Deus tem feito às nossas vidas, e por certo, eles, por sua vez, contarão aos seus filhos as maravilhas que Deus fez e sempre fará.

Portanto, desejo louvar ao Senhor nas palavras do salmista: “Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome. Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum dos seus benefícios” (Salmo 103:1-2).

Que nosso Bendito Pai nos conserve com saúde e com disposição, para continuarmos desfrutando a companhia um do outro, e juntos rendendo a Deus toda a gratidão.

                                                                    Que assim seja.






  

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

ÓRFÃOS, JAMAIS.


  
“Não os deixarei órfãos: voltarei para vocês.
Dentro de pouco tempo o mundo já não me verá mais;
vocês, porém, me verão.
Porque eu vivo, vocês também viverão”. (João 14:18,19)


A orfandade de um pai ou de uma mãe é bastante triste, pois os laços afetivos são totalmente cortados, e quase sempre a estrutura familiar se desmorona. Quantas vezes deparamos situações extremamente tristes, com notícias de pais que morreram deixando filhos ainda pequenos.

O texto de nossa meditação nos dá um panorama maravilhoso de Jesus, preparando seus discípulos para a separação. Jesus sabia perfeitamente que sentiriam sua falta, pois não mais teriam aquela companhia de todos os dias, ora no monte em oração com Ele, no barco atravessando aquelas águas, enfrentando a fúria da tempestade, no deserto alimentando a multidão, e tantas outras experiências inesquecíveis. 

Então, Jesus transmite sua mensagem de despedida: “Não os deixarei órfãos; voltarei para vocês”.  Começou apaziguando seus corações, dizendo-lhes que na casa de seu Pai havia muitos aposentos, e que quando lá chegasse, prepararia um lugar para cada um deles. Agora os anima com esta promessa radiante. “Não os deixarei órfãos; voltarei para vocês”. Havia uma esperança consoladora, que Ele voltaria para eles.

Nas separações causadoras de orfandade não há a mesma esperança, pois ninguém voltará para fazer companhia aos órfãos. Impossível. O ser humano, conforme determinação de Deus, morre uma única vez e depois disso enfrenta o juízo ( Hebreus 9:27) . Mas Jesus bem poderia fazer tal promessa, pois Ele é o autor da vida, o Deus de carne e osso.

Sua promessa foi cumprida no dia de Pentecostes, quando Ele voltou na pessoa do Espírito Santo, que uma vez acolhido em seus corações, lá ficou e ficará para sempre. Um dia voltará literalmente aos seus discípulos, e a todos quantos creram nele como Salvador, para leva-los à morada celestial.

Entretanto, Jesus deixa bem claro que o mundo (os que não creem nele) não mais o verá, mas seus discípulos, sim, pois ele vive (fato de sua ressurreição para nunca mais morrer), e nesta certeza seus discípulos viveriam também.

Como alegra os corações de seus verdadeiros filhos, seus discípulos, ainda nos dias de hoje. Além de desfrutarmos sua presença na pessoa do Espírito Santo, um dia o veremos face a face na eternidade. Não somos órfãos, sem direção, desolados, mas confiantes, pois nosso Redentor vive e nós viveremos, também, com Ele por toda a eternidade.

Então, você tem esta gloriosa esperança? Creia nele e o receba como seu Senhor e Salvador, pois assim sua presença em seu coração, na pessoa do Espírito Santo, dará outro sentido à sua vida.

Que assim seja.

Orlando Arraz Maz©





sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

A LUZ QUE NÃO PODE FALTAR


“Lâmpada para os meus pés é a tua palavra,
e luz para o meu caminho”.(Salmo 119:105)

Os dias atuais não trazem qualquer alegria para todos nós, mas um misto de tristeza e sofrimento. A violência aumenta assustadoramente, e crimes atrozes são cometidos sem a menor compaixão. Os assaltos se tornaram rotina e nada intimida os assaltantes que agem à luz do dia. E assim poderíamos listar uma enormidade de ocorrências, desde os mais altos comandos da nação, até às mais simples pessoas, querendo se aproveitar de situações, tomando o que não lhes pertencem. Um quadro deveras assustador.

Olhando para a palavra de Deus, a Bíblia sagrada, encontramos situação semelhante nos tempos bíblicos. Nos dias de Noé, este era o olhar de Deus: “A terra, porém, estava corrompida diante de Deus, e cheia de violência. Viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra”.(Gen. 6:11,12)

Entretanto, Deus sempre desejou mudar o coração do homem, nas palavras do profeta Ezequiel:  “E lhes darei um só coração, e porei dentro deles um novo espírito; e tirarei da sua carne o coração de pedra, e lhes darei um coração de carne, para que andem nos meus estatutos, e guardem as minhas ordenanças e as cumpram; e eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus”.(Ezequiel 11:19,20),

Enquanto o coração de pedra não for removido, o que somente será possível pelo milagre da conversão, o homem continuará sendo mau e pervertido. Precisamos urgentemente da luz da palavra de Deus, que iluminará o caminho dos homens e eles seguirão em direção à cruz onde Jesus sofreu e foi crucificado, pagando nossos pecados. O salmista já possuía o segredo: ” Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho”.(Salmo 119:105) Quando o ser humano entender que a luz da salvação é o suficiente, o seu coração será transformado e seu caminho  abençoado.

Portanto, ainda há esperança. Não nas organizações criadas para o bem estar do ser humano, mas na Palavra de Deus, que uma vez apropriada, fará seu papel de transformação imediata e abençoada. 

Quando a luz de Cristo que resplandece nos corações dos que já lhe pertencem, impactar outas pessoas, sem dúvida o quadro será outro, e muitas vidas serão abençoadas,

Que assim seja

Orlando Arraz Maz®

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

DEUS CAMINHA À NOSSA FRENTE


  
“Sejam fortes e corajosos.
Não tenham medo nem fiquem apavorados por causa deles,
pois o Senhor, o seu Deus, vai com vocês;
nunca os deixará , nunca os abandonará”(Deut. 31:6).

Como uma rodovia coberta pela neblina, assim se apresenta o ano novo para nós. Não podemos imprimir velocidade, pois muita cautela se faz necessária. Caso contrário graves acidentes podem acontecer com consequências tristes.

Como é compensador saber que, se de fato não podemos enxergar a “rodovia”, Deus vai à nossa frente, assim como foi com o povo de Israel na travessia do Jordão. E esta foi a mensagem de Moisés: “Sejam fortes e corajosos. Não tenham medo nem fiquem apavorados por causa deles, pois o Senhor, o seu Deus, vai com vocês;  nunca os deixará , nunca os abandonará”(Deut. 31:6).

E logo em seguida, Moisés anima Josué com as mesmas palavras: “O próprio Senhor irá à sua frente e estará com você; ele nunca o deixará, nunca o abandonará. Não tenha medo! Não se desanime! (Deut.31:8).  

Claro que teremos dias sombrios, como um céu sem nuvens, e que por certo virão com lágrimas. Talvez sejamos acometidos por tristezas, doenças, perdas de pessoas queridas, e tudo encobrindo o caminho à nossa frente. Não nos esqueçamos:  Deus vai conosco, nunca nos deixará e nem nos abandonará. Que promessa confortante que deve nos animar e alegrar nosso coração. O povo de Israel passou o Jordão com Josué marchando à frente com eles.

Que possamos caminhar sem medo os dias deste ano, na certeza de que Deus, com seu amor, vai à frente. Assim nos garante sua Palavra, na oração do salmista: “Esteja sobre nós o teu amor, como está em ti a nossa esperança” (Salmos 33:22)

Quantos que começaram este ano sem esperança, com temores infindos dentro do coração, e nossa oração é que confiem no Senhor Deus, que o recebam como Salvador, e por certo atravessarão o “Jordão” sem molhar os pés.

E o apóstolo Paulo, ao escrever aos cristãos de Roma, os anima com estas palavras: “Que o Deus da esperança os encha de toda a alegria e paz, por sua confiança nele, para que vocês transbordem de esperança pelo poder do Espírito Santo” (Rom. 15:13)

Que assim seja.

Orlando Arraz Maz©


sábado, 28 de dezembro de 2019

MEUS PROJETOS PARA 2020 OU OS PROJETOS DE DEUS?




"Pois eu bem sei os planos que estou projetando para vós, diz o Senhor; 
planos de paz, e não de mal, 
para vos dar um futuro e uma esperança".(Jeremias 29:11)


Logo as luzes deste ano serão apagadas, e um novo ano se aproxima totalmente encoberto aos nossos olhos, cujas portas serão abertas aos poucos, impedindo nossa visão total. É Deus com suas mãos na maçaneta e só ele, mais ninguém, que vai abri-las para todos nós.

Talvez muitos projetos ficaram ao longo do caminho, e não conseguimos realizá-los, e chegamos ao final do ano totalmente frustrados. Pode ter sido uma corrida todos os dias, um curso bastante sugestivo, uma leitura bíblica diária, e assim, uma lista imensa poderíamos fazer, onde quase nada concluímos.

Deus, também, tem projetos para todos nós, e jamais deixou de executá-los. O profeta Jeremias recebeu de Deus uma profecia ao povo de Israel, para o final dos anos de cativeiro, demonstrando seu cuidado que se aplica a todos nós. Havia planos excelentes para eles, e os mesmos são concedidos a cada um de nós.

Os projetos de Deus não ficam pelo caminho ou são esquecidos, pois ele é fiel em executá-los. Estaríamos perdidos se Deus agisse como nós.

Quais são seus projetos? Notem o que Ele mesmo diz:  ”Pois eu bem sei os planos que estou projetando para vós, diz o Senhor; planos de paz, e não de mal, para vos dar um futuro e uma esperança”.(Jer. 29:11)

São planos de paz. Não a paz que tanto falam os governantes, que mal começa e logo acaba, ou que fica somente nas intenções. A paz de Deus é possível porque Ele enviou seu filho, o Príncipe da paz, que caminhou entre nós e declarou: “ Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se turbem os seus corações, nem tenham medo” (João 14:27).

Planos onde o mal não existe, pois Deus nos ama. E seu amado filho é a prova do seu amor para com todos, pois por amor morreu na cruz e apagou todos os nossos pecados.

Planos que nos garantem um futuro. Jesus prometeu preparar moradas no céu, e um dia buscar aqueles que o confessaram e creram nele como Senhor e Salvador. E esse projeto será cumprido, pois Ele é fiel.

Planos que nos transmitem esperança. Nada de tristeza, de desânimo, pois nossa fé está depositada num Deus de esperança. O apóstolo Paulo ao escrever sua carta aos cristãos romanos, assim se expressa: “Que o Deus da esperança os encha de toda alegria e paz, por sua confiança nele, para que vocês transbordem de esperança, pelo poder do Espírito Santo” (Rom. 15:13)

Então, temos ou não temos razões para enfrentar o novo ano, confiando nesse Deus que tem planos perfeitos para todos os que o amam?  Nossos planos e projetos são fadados ao abandono e esquecimento, mas os planos de Deus são perfeitos e visam o nosso bem estar.

Que tal buscarmos agora mesmo a face de Deus, pois é ele quem nos aconselha: “Então me invocareis, e ireis e orareis a mim, e eu vos ouvirei” (Jer. 29:12). E ainda nos garante: “Buscar-me-eis e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração”(Jer. 29:13)

Só assim nosso ano novo será abençoado e feliz.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

sábado, 21 de dezembro de 2019

O VERDADEIRO NATAL


 
 Mas o anjo lhes disse: “Não tenham medo.
Estou lhes trazendo boas novas de grande alegria,
que são para todo o povo:
Hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador,
que é Cristo o Senhor” (Lucas 2:10,11)

Natal é tempo de alegria. Mas que tipo de alegria? É euforia pelas festas, pela reunião com amigos festejando, pelo recebimento de presentes, pelo Papai Noel ou pelas comidas especiais?

Quando lemos sobre o nascimento de Jesus, descobrimos uma alegria totalmente diferente. A alegria do anjo escolhido para transmitir aos pastores  “novas de grande alegria”, dirigidas a todo o povo. Tratava-se do nascimento de um menino descrito como: Salvador, Cristo, Senhor.

Em seguida, com a mesma alegria, “de repente, apareceu junto ao anjo grande multidão da milícia celestial, louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens aos quais ele concede o seu favor” (Lucas 2:14)

Ante a majestosa contemplação, os pastores não perderam tempo e encontraram o menino deitado na manjedoura, e os que ouviram a história da anunciação contada por eles, ficaram admirados. A alegria dos pastores foi tão grande que passaram a glorificar e louvar a Deus pela notícia abençoadora. (Lucas 2:20).

Assim, esta deveria ser a alegria do natal, mas lamentavelmente não é a mesma do anjo, da milícia celestial e dos pastores. Há muito se perdeu o verdadeiro sentido do natal, e o Cristo, Senhor e Salvador, relegado a um plano inferior. O Papai Noel e sua história ganha destaque entre as famílias, e muitas crianças se alegram com ele, e desconhecem o verdadeiro natal.

O Natal de Jesus Cristo deve ser comemorado com muita alegria, pois Ele veio para ser o Salvador, Cristo e Senhor. Não há nada de errado nas comemorações, desde que sejam voltadas para o verdadeiro sentido do Natal, pois Jesus veio para morrer e dar a sua vida na cruz, para tornar-se o Salvador de todos os que creem. E aí reside toda a nossa alegria.

Que este Natal seja diferente de todos os que já passaram, e que a alegria seja contagiante em todos os corações. Jesus nasceu!

Que assim seja.

Orlando Arraz Maz©

sábado, 14 de dezembro de 2019

MILAGRE? SORTE? COINCIDÊNCIA?




“Coragem.! Sou eu! Não tenham medo” (Marcos 6: 45-52)

A multiplicação dos pães e peixes foi um milagre extraordinário, e, entre tantos outros, vem provar o poder do Senhor Jesus. Os discípulos, presentes neste dia, apenas apresentaram suas desculpas, sugerindo que para alimentar a multidão deveriam gastar muito dinheiro. A solução que encontraram era despachar o povo  para que comprassem alimentos nos campos e povoados vizinhos. E Jesus, mostrando compaixão, realizou o milagre, e com cinco pães e dois peixes alimentou a multidão. Todos comeram e ficaram satisfeitos, e ainda sobraram doze cestos cheios de pedaços de pão e de peixe.

O evangelista Marcos relata que em seguida os discípulos foram para Betsaida, pelo mar, e Jesus permaneceu despedindo a multidão, e mais tarde subiu ao monte para orar. Ao descer, vendo a dificuldade dos discípulos em remar devido aos ventos contrários, foi ao encontro deles andando sobre as águas.   Pensaram que fosse um fantasma, ficaram aterrorizados e gritaram.  E Jesus lhes disse: “Coragem, sou eu, não tenham medo”. E o vento se acalmou.

Devemos notar que são relatados três milagres extraordinários: a multiplicação dos pães, Jesus andando sobre as águas e a calmaria dos ventos. E Jesus bem observou: não entenderam o milagre dos pães e seus corações estavam endurecidos.

O milagre dos pães seria a chave para os discípulos entenderem que não era um fantasma andando sobre as águas, mas sim, aquele que alimentou mais de cinco mil pessoas, com a pequena provisão. O Deus manifesto em carne entre eles.

Quantas vezes incorremos no mesmo erro dos discípulos. Somos abençoados com milagres todos os dias, ora nos afazeres domésticos, ora no trânsito, no trabalho, na escola ou na faculdade, e não descobrimos a presença de Jesus.  Daí, como eles, temos nossos corações endurecidos.

Que possamos nos apropriar das lições deixadas por Jesus, e aprender com os erros dos discípulos. Esqueceram-se do milagre dos pães  rapidamente, e que em outra ocasião acalmou a tempestade, e agora, andando sobre as águas.

Que não tenhamos corações endurecidos, mas, sim, receptivos para atribuir ao nosso Salvador todos os milagres. Não são meras coincidências ou sorte, mas  sim, manifestações reais do poder e do amor de Jesus.  

Que nossa oração seja igual ao pedido feito pelo pai do menino possesso, curado por Jesus: “Creio, ajuda-me a vencer a minha incredulidade” (Marcos 9:22-24)

Que assim seja.

Orlando Arraz Maz©

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

JESUS É SEU PASTOR?


  O Senhor é o meu pastor;
                                                                de nada terei falta (Salmos 23:1)

Este é um salmo bem conhecido, aberto em muitas Bíblias e exposto nos mais diversos lugares. Serve mais como um talismã e não reflete ao seu possuidor um conhecimento real ou fruto da própria experiência.  Chega perto do salmo 91, também exposto, e com o mesmo objetivo.

O autor desta joia preciosa da literatura bíblica, Davi, que foi um pastor de ovelhas, conhecia bem o serviço de um pastor: ele governa, guia, alimenta e protege; as ovelhas o seguem, o obedecem, o amam e confiam nele.  

Não sabemos qual sua idade ao escrevê-lo. É bem provável que seja fruto de seus anos avançados, onde sob as lembranças dos pastos verdejantes e das águas tranquilas, pastoreava, ainda moço, as ovelhas de seu pai.

Davi, neste salmo, pensa em Deus, que é o seu Pastor. Ao longo dos anos desfrutou seus cuidados, muitas vezes foi liberto das garras do inimigo, e permitiu que seu Pastor o conduzisse às águas tranquilas, depois de noites tenebrosas. E com o coração transbordando de alegria, declara: “e nada me 
faltará”.

Seria maravilhoso que todos os que conhecem este salmo  conhecessem o Bom Pastor, que é Jesus Cristo. Ele mesmo afirmou quando aqui esteve: “Eu sou o Bom Pastor; conheço as minhas ovelhas; e elas me conhecem; assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas” (João 10:14,15).

A experiência de Davi pode ser a mesma de todos nós: desfrutar dos cuidados do bom Pastor, crer que Ele supre todas as nossas necessidades, e não duvidar nunca do seu amor, e que sua morte na cruz nos garante a vida eterna.

Só assim podemos dizer: “Nada me faltará”. Pois ele vai segurar firme nossa mão, e sem medo atravessar conosco os vales sombrios e os rios profundos, e estancar nossas lágrimas de aflição.

O escritor da carta aos Hebreus dá brilho a esta vibrante realidade: “O Deus da paz, que pelo sangue da aliança eterna trouxe de volta dentre os mortos a nosso Senhor Jesus, o grande Pastor das Ovelhas” (Hebreus 13:20)

Não basta deixar sua Bíblia aberta no Salmo 23. Guarde-o em seu coração, e seja você mesmo um livro aberto onde muitos possam ler em você o Salmo 23, e conhecer o Bom Pastor.

Que assim seja.


Orlando Arraz Maz©

                                                                            

sábado, 30 de novembro de 2019

UM AMOR INSEPARÁVEL



                                                            “Quem nos separará do amor de Cristo?”
                                                                                                                (Rom.8:33-39)
Estamos vivendo uma época onde as acusações nos órgãos governamentais se multiplicam a cada dia. Pessoas são detidas e seus atos são devidamente examinados. Um grande constrangimento se acerca delas, que muitas cobrem seus rostos para não serem reconhecidas. Muitos se sentem envergonhados das autoridades humanas, do público, mas não têm vergonha perante Deus.


Quando medito neste texto penso em outro tipo de acusação, no plano espiritual. Deus vai julgar todos os que vivem no pecado, conforme o apóstolo Pedro escreve em sua carta para a comunidade cristã naqueles dias: “No passado vocês já gastaram tempo suficiente fazendo o que agrada aos pagãos. Naquele tempo vocês viviam em libertinagem na sensualidade, nas bebedeiras, orgias e farras, e na idolatria repugnante. Eles acham estranho que vocês não se lancem com eles na mesma torrente de imoralidade, e por isso os insultam. Contudo, eles terão que prestar contas àquele que está pronto para julgar os vivos e os mortos” (I Pedro 4:3-5)

Mas há um grupo abençoado que não se enquadra nesta terrível descrição, pois já procuraram a presença de Deus, confessaram os seus pecados, reconheceram que a morte de Cristo os apagou para sempre, mudaram de vida, e não estão sujeitos ao julgamento divino. E o apóstolo Paulo nos conforta com sua exposição magnifica em sua carta aos crentes de Roma: “Quem fará alguma acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica”. (Rom.8:33). Que desafio maravilhoso para o inimigo dos salvos! “Quem os condenará”? Foi Cristo Jesus que morreu; e mais, que ressuscitou e está à direita de Deus e também intercede por nós. E o apóstolo conclui com palavras de ânimo: “Quem nos separará do amor de Cristo?”. Nenhuma das dificuldades expostas é capaz de nos soltar das mãos de Cristo que nos seguram: “Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada”? E ele conclui: “Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”.  (Rom.8:33-39)

Por último, não pesa mais sobre os salvos qualquer condenação, pois na cruz Cristo saldou a nossa dívida, pois Ele levou nossos pecados sobre si. E sua vitória garante a nossa vitória: “Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou”.

Então,  corra com urgência e se lance aos pés de Cristo, pois só assim desaparece o temor de qualquer condenação. E uma vez amado por Cristo, para sempre amado. Quem poderá nos separar desse amor? Ninguém.

Que assim seja.

Orlando Arraz Maz©

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

O APAGADOR DE DEUS



“Tem misericórdia de mim, ó Deus, por teu amor:
por tua grande compaixão apaga as minhas transgressões.
Lava-me de toda a minha culpa e purifica-me do meu pecado.
Pois eu mesmo reconheço as minhas transgressões,
e o meu pecado sempre me persegue”. (Salmos 51:1-3)

Quando lemos este salmo do rei Davi, logo vem à mente: em que condições foi escrito? Talvez com o rosto banhado em lágrimas ou expressão caída como falamos, pois vem à sua lembrança a tragédia em que foi envolvido. Seu pecado foi grande demais segundo sua avaliação. Pecou contra Deus e feriu muitos à sua volta. Matou um homem leal para encobrir seu adultério, e seu povo, por certo, ficou deveras decepcionado.

Davi clama a Deus e pede sua misericórdia, pois sabe que é amado por Ele. Ao mesmo tempo apela por sua grande compaixão, e pede que suas transgressões sejam apagadas.

Quando apagamos algo que foi escrito numa lousa, a sombra sempre permanece. O mesmo se dá ao usarmos uma borracha. Quando usamos o computador, se algo que escrevemos se apagar, basta acionar uma tecla que traz novamente a palavra ou o texto. Nada se perde.

Louvado seja Deus, pois seu apagador é inigualável. Quando Ele faz uso dele, nenhum resquício do que foi escrito contra nós pode ser lido. Não há quem possa ler. O profeta Isaias em seu livro, assim afirma: “Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim, e dos teus pecados não me lembro.”. Isaias 43:25) .E o profeta Miquéias acrescenta: “Tu lançarás todos os nossos pecados nas profundezas do mar”. Miqueias 7:19)

O apagador de Deus entra em função tão somente quando reconhecemos o nosso pecado. Foi assim com Davi: “Pois eu mesmo reconheço as minhas transgressões, e o meu pecado sempre me persegue”. (Salmos 51:1-3). O apóstolo João também escreve em sua primeira carta: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (I João 1:8).

Davi tinha plena certeza de que seu pecado não mais o perseguiria. Que tranquilidade para o seu coração ferido de tanta tristeza. Aliviado de tamanho peso, podia seguir confiante no seu Deus, mergulhado em sua mais profunda misericórdia.

E o mesmo pode acontecer, ainda hoje, quando o nosso pecado nos esmagar e tirar completamente a nossa paz. Busquemos o apagador de Deus, confessemos os nossos pecados, e Ele fará o mesmo que fez com Davi. Ele foi totalmente purificado, a alegria voltou novamente, e ele se sentia tão leve na presença de Deus.

A morte de Jesus na cruz, onde o seu sangue foi derramado, nos dá plena garantia da funcionalidade do apagador de Deus: “E o sangue de Jesus seu Filho nos purifica de todo o pecado” (I João 1:7).

Então, como está seu coração na presença de Deus: amargurado, sufocado de tanto chorar, seu pecado é verdadeira opressão? Que tal buscar os recursos de Deus, confessar a sua transgressão, e Ele apagará para sempre seus pecados, e a alegria da salvação será perene em sua vida.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

sábado, 16 de novembro de 2019

CRISTO, A ROCHA INSUPERÁVEL



Põe-me à salvo na rocha mais alta do que eu”
(Salmo 61:2)


Este é mais um salmo de Davi. Tanto a letra como a música é de sua autoria. Portanto, o compôs e cantou com instrumento de cordas que tanto amava. É interessante notar que o salmo em si é uma oração muito pessoal, e que serve como incentivo às nossas orações em tempos de tristeza.

Quantas vezes as circunstâncias amargas desta vida nos atingem, e não conseguimos estancar nossas lágrimas. Uma doença que nos surpreende, um litígio conjugal, uma demissão inesperada, e o mais triste, a morte de quem tanto amamos. Quantos buscam consolo em um ombro amigo, nas práticas religiosas, nas mais diversas crendices, ou na ajuda de remédios, e enfim, nos mais diversos caminhos  muitas vezes  ineficazes.

O salmista nos dá todos os meios para vencermos tais circunstâncias, pois deseja procurar a Deus através de sua oração. Ele sabe que Deus ouve seu clamor e o atende prontamente. Em outro salmo de sua autoria, escreve: “O Senhor está perto dos que tem o coração quebrantado e salva os de espírito abatido” (Salmo 34:8). O salmista confia sem reservas nos braços poderosos de seu Deus - “leva-me para a rocha que é mais alta do que eu”-. Há urgente necessidade de sentirmos nossa pequenez diante da grandiosidade de Deus.

Quando lemos sobre rocha nas Escrituras, somos levados a pensar no Senhor Jesus, que é a rocha da nossa fé. Nele há plena segurança para todos os momentos, até nas crises mais profundas. Pela fé nele precisamos descansar e permitir que nos leve bem seguros.  Devemos orar para que Deus aumente nossa fé, e nos revele o Senhor Jesus, que tem poder para nos levantar,  fazer aquilo que não podemos e nos sustentar sobre seus ombros.

Que tal buscar e confiar em Jesus, “pois no dia da adversidade me esconderá no seu pavilhão; no recôndito do seu tabernáculo me esconderá; sobre uma rocha me elevará” (Salmo 27:5) E lá na frente “cantaremos louvores perpetuamente”.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

sábado, 9 de novembro de 2019

POR QUE A CRUZ DO MEIO?




“Ali o crucificaram, e com ele dois outros,
um de cada lado de Jesus” (João 19:18).

O tema da crucificação é um assunto inesgotável. Inúmeros e infindáveis comentários foram escritos, tais como livros, poesias, encenações, sem contar as mensagens proferidas nos púlpitos das igrejas. Como bem escreveu o apóstolo João em seu evangelho, “Jesus fez muitas outras coisas. Se cada uma delas fosse escrita, penso que nem mesmo no mundo inteiro haveria espaço suficiente para os livros que seriam escritos” (João 21:25).  O mesmo se aplica ao tema da crucificação, tão relevante e extraordinário, que a partir do “bom ladrão”, como ele, milhões creram na morte expiatória de Jesus ao longo dos anos e encontraram perdão.

Entretanto, surge a pergunta: por que Jesus foi crucificado entre dois malfeitores?  Os evangelhos relatam que foi assim: “Ali o crucificaram, e com ele dois outros, um de cada lado de Jesus” (João 19:18). A morte por crucificação se transformava num grande espetáculo de horror, e sempre ocorria em lugares onde muitos passavam. Assim foi com Jesus, no alto do monte chamado “Calvário”, que traduzido é “Caveira”, devido ao seu formato. Lá a multidão passava e seus olhares se voltavam para a cruz do meio, sem muita preocupação com os outros dois.

 Entre os dois malfeitores, Jesus estava no meio, bem próximo a cada um, ouvindo suas blasfêmias e seus insultos, que ao mesmo tempo ouviam a oração de Jesus: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo” (Lucas 23:34).

Através dos anos Jesus tem estado no meio, sempre pronto para ouvir o clamor de cada um. Sua crucificação no meio sempre vai nos demonstrar sua acessibilidade com seus braços abertos e sua disposição em perdoar. Os dois malfeitores tiveram a mesma oportunidade. Um recusou e morreu em seus pecados, sem confessar a Cristo como seu Salvador; o outro reconheceu sua culpa e teve a convicção de que ao seu lado se encontrava  seu Salvador, sua única esperança, e a certeza de ir morar com ele no seu reino. Suas últimas palavras foram: “Jesus, lembra-te de mim quando entrares no teu Reino”.  (Lucas 23:42)

Hoje cada um está na mesma posição de escolha. Ou aceitam  sua oferta de perdão ou 
recusam ; ou atendem  seu convite ou viram  suas  costas.

Se as autoridades quiseram dar todo destaque ao Senhor Jesus como um criminoso, expondo-o ao escárnio público na cruz central, hoje entendemos como a mais preciosa lição de que Jesus estará sempre no centro da vida daqueles que nele confiam, e ouvem sua doce voz de perdão. Seus braços permanecem estendidos, prontos para abraçar o mais miserável dos pecadores.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

A SOMBRA QUE PRECISAMOS



“Levanto os meus olhos para os montes e pergunto: 
De onde me vem o socorro? 
O meu socorro vem do Senhor que fez os céus e a terra”
(Salmo 121:1-2)
 
Quem não deseja um socorro eficiente nas horas difíceis, diante de um acidente ou de uma enfermidade? E aí reside toda nossa esperança. Quantas vezes presenciamos helicópteros resgatando acidentados, pois a urgência é determinante para a preservação daquela vida.

Assim se dava com o salmista diante de momentos temerosos em sua vida. Como um acidentado na alma, buscava socorro, e diz no seu íntimo: “De onde me vem o socorro”? E ele mesmo responde olhando para os montes, para cima: “Meu socorro vem do Senhor”. Não vinha do seu exército, de sua fama, não vinha do céu, mas vinha do Senhor, e ele o identifica: “Que fez os céus e a terra”. Seu poder é tremendo e seu socorro não falha.  Assim escreve o profeta Isaias: “Ergam os olhos e olhem para as alturas. Quem criou tudo isso? Aquele que põe em marcha cada estrela do seu exército celestial e a todas chama pelo nome. Tão grande é o seu poder e tão imensa a sua força, que nenhuma delas deixa de comparecer! (Isaías 40:26)  

Além de ser todo poderoso, quando perdemos o equilíbrio em nosso andar, ele nos abraça e não nos deixa cair. Sua presença é permanente, pois ele se manterá alerta e jamais dorme.

Como somos confrontados com este precioso salmo, pois em nossas aflições deixamos de olhar para cima, e buscamos socorro ao nosso redor, ou nas pessoas que confiamos, e esgotamos todos os nossos recursos.

Portanto, quando o sol das provações nos queimar, busquemos seu socorro, pois Ele é a sombra que nos refresca, e é aquele que nos guarda de todo o mal, hoje e sempre.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

sexta-feira, 25 de outubro de 2019


CRISTO, A NUVEM QUE NOS COBRE


Então Ele estendeu uma nuvem para lhes dar sombra
 como um toldo, e um clarão de fogo para iluminar a noite.
Pediram, e Ele mandou codornizes,
e os saciou com pão do céu.  (Salmo 105:39,40)

A longa caminhada do povo de Israel pelo deserto é repleta de instruções, e serve para nos animar em dias difíceis. Por longos quarenta anos provaram as misericórdias de Deus, apesar de tantas queixas, revoltas e desânimos. Rapidamente se esqueciam das vitórias, dos milagres realizados pelas mãos de Moisés, e quando sentiam a pesada mão de Deus, se arrependiam e suplicavam sua intercessão  a Deus.

Davi, por certo o autor deste salmo, compôs os primeiros quinze versículos para serem cantados pelo povo, quando transportava a arca do Senhor. Assim lemos: “Foi naquele dia que pela primeira vez Davi encarregou Asafe e seus parentes, de louvar ao Senhor com salmos de gratidão: Deem graças ao Senhor, clamem pelo seu nome, divulguem entre as nações o que ele tem feito”(I Cron.16:7-9)

Apesar de recebermos bênçãos a cada dia, esquecemo-nos delas rapidamente. Como somos semelhantes aos israelitas, pois em nossa marcha por este mundo, somos atacados pelo desânimo e uma multidão de queixas. Basta o “sol” mais forte das provações, nos tornamos pessoas ingratas, insatisfeitas, apesar de desfrutarmos os cuidados de Deus.

No texto desta meditação descobrimos a ternura de Deus para com eles: “Ele estendeu uma nuvem como um toldo para lhes dar sombra”. Esta era a providência de Deus: guiar seu povo durante o dia. Uma nuvem escura para impedir o calor do sol. Quantas vezes a nuvem está sobre nós e nem sentimos. É Deus aliviando o calor das provações e nos levando pelo melhor caminho.

Chegando a noite, quando nos sentimos sós, e o medo bate à nossa porta, Deus manda uma nuvem brilhante para clarear o nosso caminho. É sua luz brilhando na noite escura. É sua luz mostrando sua Palavra onde encontramos alento e consolo para nossas vidas. Assim ele fez com o povo de Israel na marcha pelo deserto.

Precisamos abrir bem os nossos olhos, pois Deus é um Deus que não só nos protege sob o sol, ou em meio a escuridão, mas sacia nossa fome. O povo pediu carne e ele enviou codornizes suficientes para alimentar a todos. E saciou-os com pão do céu. Deus sempre dá mais do que pedimos ou pensamos. O apóstolo Paulo esclarece bem esta bondade de Deus: “Aquele que é poderoso de realizar infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou imaginamos, de acordo com o seu poder que age em nós”(Efes.3:20)

Deus é um Deus que dá. Ele foi infinitamente bondoso em dar seu único filho que veio a este mundo para nos salvar. E o apóstolo João é usado para mostrar o coração de Deus, ao escrever: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16).

Por último, lancemos aos pés de Jesus todo o nosso medo, pois na noite tenebrosa ele é a nuvem que nos cobre como um toldo, e nos ilumina, e é o pão que desceu do céu e sacia nossa alma.

Que assim seja
Orlando Arraz Maz©