quinta-feira, 14 de março de 2013
sexta-feira, 8 de março de 2013
DESABAFO
Desculpem-me o desabafo.
Estou cansado de ver tanta
coisa ruim e de morar nesta terra.
Vejo caos por toda a parte,
desde a cidade grande até a pequena.
É gente matando em pleno
estádio de futebol, atirando lança-foguete, tendo o adversário de time como inimigo de guerra.
Vejo pais que estupram filhas
e meninos violentados por religiosos.
Vejo políticos recebendo
propina que descaradamente agradecem a Deus por ela.
Vejo mães descartando seus
filhos recém-nascidos em latas de lixo, caçambas ou lixões.
sexta-feira, 1 de março de 2013
ESPERANÇA
Em Gênesis 3 encontramos um dos diálogos mais impactantes, travado entre Deus, a serpente, Adão e Eva.
Após a transgressão cada um foi questionado por Deus.
A serpente teve sua punição e foi ”amaldiçoada“:
Então o Senhor Deus disse à serpente: Porquanto fizeste
isso, maldita serás tu dentre todos os animais domésticos, e dentre todos os
animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua
vida. (3:14)
A mulher também foi punida por Deus:
À mulher, Ele declarou: "Multiplicarei grandemente o seu sofrimento na gravidez; com sofrimento você dará à luz filhos. Seu desejo será para o seu marido, e ele a dominará".
E ao homem disse:
Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da
árvore de que te ordenei dizendo: Não comerás dela; maldita é a terra por tua
causa; em fadiga comerás dela todos os dias da tua vida.(3:16,17)
O homem teve sua punição e por causa do seu pecado a
terra se tornou maldita.
O que chama minha atenção é que tanto a serpente como a
terra recebeu a maldição da parte de Deus, mas a mulher, não.
A mulher não recebeu maldição,
pois sua descendência não podia ser maldita, pois uma mulher no futuro daria a
luz a um filho que seria o Salvador do mundo, e que viria para esmagar a cabeça
da serpente, o que Jesus fez na cruz.
Maria, a mãe do Salvador, foi bem aventurada, e através
dela todos os que recebem a Cristo como Salvador, também são bem aventurados.
Entretanto, ela jamais poderá ser mediadora entre Deus e os
homens, conforme está escrito em I Tim. 2:5:
“Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem”, pois foi
seu filho quem morreu na cruz, e se tornou Salvador do mundo, inclusive de
Maria, pois no seu “magnificat”, assim ela se expressa:
“Disse então Maria: A minha
alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito exulta em Deus meu Salvador” (Lucas 1: 46,47)
Maria foi bem aventurada, mas seu amado Filho
tornou-se maldito pelo nosso pecado,
“Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro” (Gálatas 3:13).
A bênção nos alcançou pela obra bendita e vencedora da cruz, a
serpente e a terra foram amaldiçoados, e Deus nos dá uma rica e doce promessa:
“Ali não haverá jamais maldição. Nela estará o trono de Deus e do
Cordeiro, e os seus servos o servirão, e verão a sua face; e nas suas frontes
estará o seu nome. E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de luz de
lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os alumiará; e reinarão pelos
séculos dos séculos”. (Apoc. 22:3,4,5)
Quem não deseja um lugar como esse, sem maldição, onde veremos a face de nosso Salvador, que nos trouxe a bem aventurança da salvação, no
instante em que crermos em sua morte substitutiva na cruz. Basta confessá-lo de
coração e exclamar como Maria:
”A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito exulta em
Deus meu Salvador”.
Que assim seja
Orlando Arraz Maz
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
A DOR
Dedico
esta mensagem ao estimado irmão Francisco Fraga Rodrigues, que convive com a
dor, mas que tem sido um vencedor na força que Deus lhe dá.
Parabéns
pelos seus 80 anos neste 24 de fevereiro de 2013
A
dor
Quando
era pequeno brincava de "esconde-esconde", e encolhido com a cabeça
entre os joelhos, ficava atrás da porta. As outras crianças custavam a me
achar. Era bem divertido, e quando me descobriam era uma verdadeira festa.
Os
anos chegaram e ainda brinco de "esconde-esconde". Quero ficar atrás
da porta, mas não consigo dobrar meus joelhos nem colocar minha cabeça entre as
pernas. Os joelhos não dobram, a rigidez do ombro é uma dificuldade, e ainda, o
espaço entre eu e a porta é pequeno.
Não
é mais uma brincadeira de criança, alegre, prazerosa, feliz. Ela se chama dor.
Hoje quero me esconder, mas não posso. Se tentar, ela me encontra sem demora
num piscar de olhos.
A
dor é bem ingrata e muitas vezes ganha a "brincadeira", ora me
assusta e derruba, ora abate e me deixa triste, sem forças e prostrado. Quero vê-la
bem distante, mas ela sempre quer ficar por perto. Não me larga. É uma
brincalhona de verdade.
Creio
que o rei Davi também conviveu com a dor. Há muitos salmos onde deixa clara tal
circunstância, e em especial no salmo 41: 3 "O Senhor o assiste no leito
da enfermidade; na doença tu lhe afofas a cama".
Por
mais macio que sejam o travesseiro e o colchão, (plumas, palhas, penas), quando
estou com dor se tornam materiais pesados como pedras ou chumbos. E Davi nos
conta o seu segredo. Deus tem os seus recursos para transformar em maciez leitos
de pedras e de chumbos, e com seu amor afofar a nossa cama. Sua presença é
consoladora e animadora mesmo em meio à dor.
Quantos
se desesperam diante da dor, descreem da misericórdia de Deus, e o insultam com
palavras insolentes, muitas vezes eliminando a própria vida. A fé em Deus nessa
hora é a melhor saída e deve sobrepujar a dor, pois o poder das suas mãos se
faz presente como uma rica promessa, sempre afofando o nosso leito.
Já
sei como espantar a minha dor. Quem vai brincar com ela sou eu, e escondido no
"segredo de Deus", duvido que ela me encontre para desanimar-me.
Que
assim seja.
Orlando
Arraz Maz
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
FILHOS DE DEUS
“Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam.
Contudo, aos que o receberam, aos que creram em
seu nome,
deu-lhes o direito
de se
tornarem filhos de Deus”(Ev.João 1:11,12)
No Antigo
Testamento encontramos os nomes das doze tribos de Israel estampados nas
vestimentas dos sumo sacerdotes. Eram feitas de quatro cores, a saber: púrpura
que nos lembra de Cristo como Rei descrito no evangelho de Mateus; carmesim,
que nos fala do Servo sofredor retratado pelo evangelho de Marcos; branco, que
nos fala da pureza de Cristo apresentada no evangelho de Lucas, e o azul que
nos fala do Filho de Deus no evangelho de João.
E nesta mesma
vestimenta eram confeccionadas duas ombreiras, que levavam em cada uma o nome
das doze tribos de Israel. Seis de cada lado. E no peitoral, outra peça do
vestuário, doze pedras incrustradas com o nome de cada tribo.
Deus sempre
deu valor ao nome das tribos de Israel, e quando o sumo sacerdote a cada ano entrava
no santuário do tabernáculo e mais tarde do templo, para interceder pelo povo,
o nome das tribos vinha em primeiro lugar e Deus se lembrava de cada uma. As
falhas e imperfeições, as constantes murmurações do povo, e todas as suas
mazelas eram perdoadas e Deus repartia entre o povo as suas bênçãos.
As práticas
exercidas pelos sacerdotes foram abolidas com a vinda de Jesus a este mundo, mas
servem como gloriosas ilustrações para nos ensinar que Ele é o nosso Grande
Sumo Sacerdote, e que ele voltou à presença de Deus onde intercede por aqueles que são seus filhos. O escritor da
carta aos Hebreus assim escreve:
“Pois Cristo
não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, mas no próprio
céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus; nem também para se
oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote de ano em ano entra no santo lugar
com sangue alheio, doutra forma, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde
a fundação do mundo; mas agora, na consumação dos séculos, uma vez por todas se
manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo. E, como aos
homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois o juízo, assim também
Cristo, oferecendo-se uma só vez para levar os pecados de muitos, aparecerá
segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação”. (Hebreus 9:24-28)
A partir do dia que confessamos a Cristo como Salvador, em nosso
coração trazemos estampado o título de filhos de Deus. Ele nos leva em seu
coração à presença do Pai, nos sustenta
em seus fortes ombros e nos leva em seus braços amorosos. E Deus se compadece
de nossas fraquezas.
“Porque não temos um sumo sacerdote que não possa
compadecer-se das nossas fraquezas;
porém um que, como nós, em tudo foi
tentado, mas sem pecado”.(Hebreus 4:15)
Deus nos vê perfeitos através do seu Filho, e
nosso título de filho não carrega mais a marca dos pecados, pois estes, uma vez
confessados e deixados, foram lançados nas profundezes dos mares, ou colocados
atrás das suas costas, onde jamais serão vistos.
“Eis que foi para minha paz que eu estive em
grande amargura; tu, porém, amando a minha alma, a livraste da cova da
corrupção; porque lançaste para trás das tuas costas todos os meus pecados”.(Isaias 38:17)
Deus tem prazer em nos receber como seus
filhos, olhar para o nosso coração e vê-lo totalmente limpo e purificado no sangue
de Jesus.
Amemos cada vez mais nosso Grande Sumo
Sacerdote que nos leva em seu coração, sustenta-nos em seus ombros e nos seus
braços nos leva em segurança.
Façamos nossas as palavras do hino:
“Jesus, de quem no coração, os nomes do teu
povo estão”,
“Os teus remidos louvarão, Jesus teu santo
nome”
Que assim seja
Orlando Arraz Maz
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
PASTORES BILIONÁRIOS
“Enquanto
estavam ali, chegou o tempo em que ela havia de dar à luz,
e teve a seu
filho primogênito; envolveu-o em faixas e o deitou em uma manjedoura, porque
não havia lugar para eles na estalagem”.
As notícias
recentes veiculadas pela imprensa trazem manchetes de pastores bilionários, até
então não desmentidas por eles, que sem dúvida nos causam verdadeira
indignação, pois contraria frontalmente os ensinos do Senhor Jesus, que nasceu,
viveu e morreu na pobreza.
O apóstolo Paulo escreve aos cristãos da cidade de
Corinto:
“Tende em vós aquele sentimento que houve
também em Cristo Jesus, o qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o
ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, mas esvaziou-se a si mesmo,
tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens; e, achado na forma
de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de
cruz”.
(II Cor.2:5 a 8)
Entre nós viveu como servo,
sem nada possuir, para nos tornar verdadeiros bilionários da graça de Deus.
O texto acima,
que por certo você já leu diversas vezes, assim como eu, leva-me a meditar
nele, trazendo-me muitos pensamentos.
Ninguém se
condoeu de Maria, vendo sua gravidez e suas necessidades tão prementes para dar
à luz seu primogênito. Maria e José, extremamente pobres, sem um lugar digno
para nascer o primeiro filho, vão parar nos fundos de uma estalagem,
precisamente no “estacionamento” onde os animais eram guardados com palhas em
abundância.
Nasceu numa
humilde manjedoura e viveu uma vida de pobreza. Durante os três anos
aproximados que conviveu com seus discípulos, viveu através de dádivas
recebidas. E tudo o que possuía não era seu, era emprestado.
Transcrevo
abaixo o poema que de maneira fiel retrata a vida do Senhor Jesus, por Gióia
Júnior.
Desde a
primeira vez que o li fiquei profundamente impactado por sua
mensagem, e espero que aconteça o mesmo com os novos
bilionários, “pastores”, que vivem da lã de suas ovelhas, aquecidos por
elas, quando muitas nem sequer têm onde morar.
Que assim seja
Orlando Arraz
Maz
Nada era dele
Disse um poeta um dia,
fazendo referência ao Mestre amado:
"o berço que Ele usou na estrebaria,
"o berço que Ele usou na estrebaria,
por acaso era dele? Era emprestado!
E o manso jumentinho,
E o manso jumentinho,
que em Jerusalém chegou montado
e palmas recebeu pelo caminho,
Por acaso era dele? Era emprestado!
E o pão - o suave pão,
Por acaso era dele? Era emprestado!
E o pão - o suave pão,
que foi por seu amor multiplicado
alimentando a multidão
Por acaso era dele? Era emprestado!
E os peixes que comeu junto ao lago,
Por acaso era dele? Era emprestado!
E os peixes que comeu junto ao lago,
ficando alimentado. Esse prato era seu? Era emprestado!
E o famoso barquinho?
Aquele barco em que ficou sentado
E o famoso barquinho?
Aquele barco em que ficou sentado
Mostrando à multidão qual o caminho
Por acaso era seu? Era emprestado!
E o quarto em que ceou ao lado dos discípulos
Por acaso era seu? Era emprestado!
E o quarto em que ceou ao lado dos discípulos
Ao lado de Judas que o traiu, de Pedro, que o negou
Por acaso era dele? Era emprestado!
E o berço tumular, que depois do calvário foi usado
Por acaso era dele? Era emprestado!
E o berço tumular, que depois do calvário foi usado
de onde havia de ressuscitar
Por acaso era dele? Era emprestado!
Enfim, nada era dele!
Mas a coroa que Ele usou na cruz era dele!
E a cruz que carregou e onde morreu,
Por acaso era dele? Era emprestado!
Enfim, nada era dele!
Mas a coroa que Ele usou na cruz era dele!
E a cruz que carregou e onde morreu,
Essas eram de fato de Jesus! "
Isso disse um poeta certa vez,
Isso disse um poeta certa vez,
numa hora de busca da verdade;
mas não aceito essa filosofia
que contraria a própria realidade.
O berço, o jumentinho, o suave pão,
os peixes, o barquinho, a sepultura e o quarto
eram dele a partir da criação;
Ele os criou - assim diz a Escritura;
mas a cruz que Ele usou, a rude cruz,
a cruz tosca e mesquinha,
onde meus crimes todos expiou,
essa cruz não era sua! Essa cruz era minha
Gioia Junior
.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
A TRAGÉDIA DE SANTA CRUZ - RS
Flores são deixadas na porta da boate Kiss,no centro de Santa Maria(RS),
onde um incêndio na madrugada de domingo provocou a morte de mais de 230 pessoas, a maioria estudantes.
Emerson Souza/Ag.RBS
A morte é impactante. Ficamos
surpresos ao recebermos a notícia de alguém, que sem qualquer enfermidade venha a
morrer. E quando se trata de um familiar, custa-nos a aceitar, e lamentamos
profundamente.
A morte não escolhe idade, muito
menos nível social. Sem ser cortês, entra
no palácio do rei, na mansão do
rico, na casa ou no casebre do pobre . E diante da morte todos sentem a mesma
dor com maior ou menor intensidade, e derramam lágrimas, algumas secas porque
já se foram e não mais existem, outras encharcadas e doloridas.
A tragédia de Santa Maria não foi
diferente. O golpe acertou em cheio o coração de tantas famílias, e de lá para
cá não paramos de chorar ao ouvir inúmeros relatos e fotos de jovens
mortos que mal começaram a viver.
Não é momento para “censurar” os
desígnios de Deus, nem tampouco especular os porquês, e sim elevar nossos
pensamentos em orações pelos familiares e amigos, pois não há palavra capaz de
aliviar tamanha dor.
Penso na tragédia vivida por Jó
pouco depois de um lauto banquete servido entre seus filhos. O relato abaixo nos dá a dimensão
do seu sofrimento:
“Enquanto este ainda falava,
veio outro e disse: Teus filhos e tuas filhas estavam comendo e bebendo vinho
em casa do irmão mais velho; e eis que sobrevindo um grande vento de além do
deserto, deu nos quatro cantos da casa, e ela caiu sobre os mancebos, de sorte
que morreram; e só eu escapei para trazer-te a nova. Então Jó se levantou,
rasgou o seu manto, rapou a sua cabeça e, lançando-se em terra, adorou; e
disse: Nu saí do ventre de minha mãe, e nu tornarei para lá. O Senhor deu, e o
Senhor tirou; bendito seja o nome do Senhor”.(Jó 1:18 a 21)
Num só dia perdeu seus dez filhos – sete homens e três mulheres - e sem
qualquer saída, pois a morte fecha todas, “rasgou seu manto”, “rapou sua
cabeça” e lançando-se em terra “adorou”. Só o Todo Poderoso a quem servia com
sua integridade, poderia trazer-lhe a consolação. A Bíblia não nos dá detalhes
da intensidade do seu sofrimento pela perda de seus filhos, mas sem dúvida a
lembrança de todos eles vieram a sua mente. Imagens em redor da mesa farta, as festas com canções
e instrumentos musicais, ou quando pequenos, embalando-os em seus braços. E em
meio às lembranças evocadas, entre lágrimas e sorrisos, adorou a Deus. Talvez
agradecendo pela vida dos seus filhos, pelo amor desfrutado por eles, pela
companhia tão prazerosa, quem sabe.
Por certo, em meio à dor tão descomunal, é difícil sugerir reação igual
à de Jó, ou mesmo proferir suas palavras.
Entretanto, a postura de Jó diante da dor pode nos ensinar trazendo
consolo diante do horror da morte: entregar-se aos cuidados daquele que entende
a nossa dor, e sabe enxugar dos olhos toda a lágrima.
E nós, que estamos do lado de cá, elevemos nossas vozes em oração,
suplicando ao Deus de TODA consolação que venha em socorro de cada familiar,
pai ou mãe, nesta hora amarga.
Que assim seja.
Orlando Arraz Maz
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
ALEGREM-SE CONOSCO
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| “Onde quer que tu fores irei eu: e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo será o meu povo, o teu Deus será o meu Deus” |
Trata-se dos meus 43 anos de um feliz casamento com Fátima. Quando nos conhecemos estava totalmente careca, vítima de trote acadêmico. Esta foi sua primeira visão. Fico feliz porque aí está o milagre: apaixonar-se por um careca como eu. (Não que tenha preconceito por carecas, mas que é feio não há dúvidas). E eu me apaixonei, e não há milagre nisso porque ela era e é linda, e tinha uma vasta cabeleira.
Assim, estamos prosseguindo o caminho que foi traçado por Deus (não pelo destino). E o texto em destaque no nosso convite de casamento tem se renovado a cada dia:
“Onde quer que tu fores irei eu: e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo será o meu povo, o teu Deus será o meu Deus”
Percorremos um longo caminho nestes 43 anos, não atapetado de flores, mas coberto de amor, companheirismo, compreensão, superando as poucas fases sombrias, com incontáveis deslumbrantes pores-do-sol.
Deus tem morado conosco. Ele ocupa o centro da nossa casa, embora não o mereçamos, e tem se assentado no trono que está no nosso coração, de onde partem suas instruções ricas, oportunas e sempre abençoadoras.
Durante a trajetória de nosso caminho vieram dois filhos, Méleri e André. Mais tarde Washington entrou em nosso coração, e como fruto de uma união abençoada, chegou a Esther, completando a luminosidade da família. Logo entrará Priscila, e nossa alegria será completa.
Por estes 43 anos rendo a Deus toda a gratidão, e faço minha oração no sentido de juntos prosseguirmos, com o mesmo amor, até que Ele nos leve às mansões celestiais.
Assim, amigos, alegrem-se conosco, pois vocês fazem parte destes 43 anos.
Abraços a todos
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
OLHANDO PARA JESUS
“Olhai
para mim, e sereis salvos, vós, todos os confins da terra; porque eu sou Deus,
e não há outro”. (Isaias 45:22)
“Olhando
pra Cristo mais santo serás, deixando o pecado melhor correrás. Ficando bem
perto de Cristo, o Senhor, do mal deste mundo serás vencedor”
O texto bíblico nos leva a refletir
no fato de que o ser humano deixou de olhar para Deus. Olha para todos os
lados, olha para si, mas não olha para Deus.
E aí reside todo seu drama.
Quando olhamos para os lados deixamos
de olhar para frente, e podem surgir muitos inconvenientes que por certo atrapalharão
a nossa caminhada.
Deus, através do profeta, apresenta
ao povo de Israel os benéficos resultados ao olharem para ele: “sereis salvos”.
Apenas um olhar.
Certa vez, na travessia do povo pelo
deserto ocorreu uma invasão de serpentes venenosas, como punição pela rebeldia
e desobediência: “Então o Senhor mandou entre o povo serpentes abrasadoras, que o mordiam; e morreu muita gente em
Israel”. (Números 21:6). Moisés, então, fez uma serpente de bronze, e quem
olhasse para ela continuaria vivo, livre do veneno da serpente. Um olhar e nada
mais.
Mais tarde o Senhor Jesus usou esta
figura, aplicando-a a sua própria vida: “E
como Moisés levantou a serpente
no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado” (João 3:14)
Hoje, mais do que nunca precisamos
voltar o nosso olhar de fé para Jesus. O escritor da carta aos Hebreus assim se expressa:
“fitando os olhos em Jesus, autor e consumador
da nossa fé, o qual, pelo gozo que lhe está proposto, suportou a cruz,
desprezando a ignomínia, e está assentado à direita do trono de Deus” (Hebreus
12:2).
Quando contemplamos na cruz o amor de
Jesus Cristo, livrando-nos dos terríveis efeitos do “veneno da serpente”, e o
confessamos como Senhor e Salvador passamos a desfrutar uma nova vida, e
alcançamos a salvação tão desejada.
O ser humano se encontra longe de
Deus porque volta seu olhar para suas qualidades, inteligência, seu poder
financeiro, suas aptidões, sua religiosidade e se esquece de olhar pela fé para Jesus,
que pode e deseja transformá-lo.
A mensagem do profeta Isaías ainda é
válida para nossos dias, assim como a morte de Cristo na cruz do Calvário. Deus
já fez a sua parte. Façamos a nossa olhando para Jesus, e deixando que o seu
olhar penetre bem fundo em nosso coração e dirija todo o nosso viver.
As leis criadas pelos homens, e todo o seu rigor na sua
aplicação, não terão nenhum efeito positivo enquanto o ser humano não tiver seu
coração transformado pela obra de Jesus. Basta olhar pela fé para Jesus.
Que assim seja
Orlando Arraz Maz
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
A ÚLTIMA HORA
João Diener – 1889 - 1963
A comovente história do autor do hino “A última hora”, cantado nas igrejas
evangélicas, extraído do hinário “Hinos e Cânticos” nº 9:
Ao findar o labor desta vida, quando a morte ao teu lado chegar,
Que destino há de ter tua alma? Qual será no futuro teu lar?
Tu procuras a paz neste mundo em prazeres que passam em vão,
Mas nas últimas horas da vida eles nunca te satisfarão.
Meu amigo talvez tenhas rido ao ouvires falar de Jesus,
Não te esqueças que para salvar-te Ele deu sua vida na cruz.
Estribilho:
Meu amigo, hoje tens tu a escolha: vida ou morte qual vais aceitar?
Amanhã pode ser muito tarde, hoje Cristo te quer libertar.
O
autor deste hino, João
Diener, nasceu em 24 de setembro de 1889, próximo a Moscou na
Rússia. Sua família era evangélica, de origem letã. Chegou ao Brasil em agosto de
1897, instalando-se no Estado de São Paulo, onde trabalhou como operário numa
de tecelagem.
Este,
seu hino mais célebre, foi escrito em 1911, de uma forma inesperada.
Henriqueta
Rosa Fernandes Braga conta que João Diener estava trabalhando na tecelagem e
pensava na mensagem proferida no dia anterior pelo missionário batista A. B.
Deter. Seu trabalho tornou-se mecânico, enquanto aflorava em sua mente uma
melodia nunca ouvida antes, mas muito clara. Repetiu a melodia várias vezes e,
em sua casa trabalhou a letra que surgira na fábrica.
Durante
um período de desemprego, Diener foi amparado pela família do missionário Deter,
e continuava a morar com eles. Ele pediu a Edith, filha de 13 anos do
missionário que lhe auxiliasse ao piano, e na partitura, enquanto ele compunha
"voz por voz" a harmonia desta linda melodia.
João
Diener cantou-a pela primeira vez na Igreja Batista do Alto da Serra, em São
Paulo, num culto em que pregou o missionário William Buck Bagby.
O
Pr. Francisco Cid, missionário da Junta de Missões Mundiais (da Convenção
Batista Brasileira) na Argentina, escreve em O Jornal Batista
uma história comovente da influência mais dramática deste hino:
Certo
domingo à tarde, vagueava um homem nas ruas da cidade de São Paulo. Depois de
haver bebido durante o dia, se recostou para dormir num dos bancos da Praça
Princesa Isabel, a mesma onde fica a primeira Igreja Batista. Passadas algumas
horas, ele despertou. Já era noite. De longe lhe vinha aos ouvidos o cântico de
um hino! E era seu hino!
Lá
na Igreja, o pastor havia terminado a pregação e anunciou o hino final do
culto. O hino era A Última Hora. Este homem, separado da família e longe de
Deus, ainda trôpego e um tanto ébrio, se levantou daquele lugar frio e caminhou
em direção ao templo. Quando entrou, o Pr. Tertuliano Cerqueira se aproximava
da porta, e viu aquele homem desalinhado e com forte cheiro de bebida alcoólica,
o cumprimentou e disse: "Que mensagem de Deus tem este hino”, e continuou:
"Eu sei que o compositor foi alguém inspirado por Deus" Diener lhe
disse, então: "Eu escrevi esse hino! "
Em
seguida, mostrou ao pastor a sua identidade. Depois, o pr. Tertuliano levou
Diener à sua casa, ouviu sua comovedora história e a manifestação daquele
coração, que naquela noite havia se arrependido.
João
Diener reconstruiu o seu lar, que estava desfeito, reconciliando-se com sua
mulher. Voltou a cantar o seu hino, tornou-se outra vez regente do coro da
igreja, e foi fiel ao Senhor até a sua partida, no ano 1963.
Que este hino maravilhoso continue propagando sua mensagem do amor de Deus, salvando vidas e conduzindo-as para o céu.
Que assim seja
Orlando Arraz Maz
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Como será?
Onde Ele guia
“Não sei o que me espera, Deus não me revelou.
A senda é nova para
mim, mas com meu guia vou.
E cada passo espero dar com quem por mim penou.
Se eu só um passo vejo, mais não preciso ver,
Nem quero já nenhum farol, se a luz do céu tiver.
Mas sempre dessa luz de Deus aqui terei mister.
Feliz tal ignorância do meu caminho além,
É bem melhor eu não saber as provações que vem.
Se já não sei por onde irei, decerto sei com quem.
Estribilho:
Onde Ele guia sigo, e creio no seu amor,
Se não enxergo o trilho além, o vê meu Salvador.
O novo ano é sempre uma caixa de
surpresas. Ela está bem fechada por Deus e só Ele conhece seu conteúdo. Cada
dia que passa somos inteirados em seus pormenores, que podem nos alegrar ou nos
entristecer.
Este segredo reservado por Deus é
deveras benéfico para todos nós, pois já imaginaram se soubéssemos
antecipadamente? Uma perda de um familiar, uma doença fatal, o desemprego, e
tantas outras mazelas, por certo nos derrubariam.
Mas há outro aspecto
interessante: Deus deseja que confiemos nele, e assim, espera que nele depositemos
nossa fé. Um bom exemplo foi deixado pelo Rei Davi ao escrever o Salmo 37 “Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará.” (vers.5). Por
certo Davi teria passado por momentos difíceis, vendo a prosperidade e o poder de
homens ímpios, tirando-lhe a paz do coração, até que descobriu o melhor
remédio: “entregar-se” aos cuidados de Deus, “confiar nele” e deixar tudo em
suas mãos.
Noutra oportunidade, vendo-se acuado por Saul, ele escreve o Salmo
31 “Os meus dias estão nas tuas
mãos; livra-me das mãos dos meus inimigos e dos que me perseguem” (vers.15).
Davi era um homem que tinha sua confiança enraizada em Deus e sua vida inteira
estava sob os seus cuidados.
Quantas vezes sofremos por antecipação devido a um problema que surge
inesperadamente, e achamos que a solução
será trabalhosa. Discutimos conosco mesmo, refutando um possível diálogo da
outra parte! E com isto perdemos a tranquilidade e o sono, antecipando os fatos
do dia seguinte.
O novo ano
por certo trará muitas surpresas, e nada melhor exercitarmos nossa
confiança em Deus. Jesus nos deixou um ensino precioso dado no sermão do monte:
Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã;
porque o dia de amanhã cuidará
de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.(Mat.6:34).
Por último penso que nossa ignorância
quanto ao dia de amanhã, é fator positivo para
buscarmos a orientação de Deus . Ele deseja que falemos com ele por meio
de Jesus Cristo, através da oração,
todos os dias contando-lhe nossas apreensões, e assim aprendemos a descansar
nele.
Que estes pensamentos nos ajudem
a ter um
Feliz 2013.
Que assim seja
Orlando Arraz Maz
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
A PRAÇA CELESTIAL
1 E mostrou-me o rio da água da vida,
claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro.
2 No meio da sua praça, e de ambos os
lados do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto
de mês em mês; e as folhas da árvore são para a cura das nações.
3 Ali não haverá jamais maldição. Nela
estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão,
4 e verão a sua face; e nas suas
frontes estará o seu nome.
5 E ali não haverá mais noite, e não
necessitarão de luz de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os
alumiará; e reinarão pelos séculos dos séculos.
A praça
celestial
Sentar-me-ei na praça celestial,
Extasiado por seu esplendor,
Longe das mágoas, do sofrer, do mal,
E com Jesus, meu terno Salvador.
Bem perto, toda formosa e florida,
Vem encantar-me a árvore da vida,
Que dá seus frutos no devido tempo,
Sem falhas e sem qualquer contratempo.
Sentar-me-ei na praça celestial,
Por onde passa o rio cristalino,
É manso e doce, e claro qual cristal,
E tem um som perfeito como um hino.
E lá no alto, belo e sobranceiro,
Avisto majestoso, reluzente,
O trono de Deus e do Cordeiro,
Jesus, que vive e reina eternamente.
Sentar-me-ei na praça celestial,
Com um corpo de luz, já transformado,
Lá terei novo canto triunfal,
Ao Rei, meu Salvador glorificado.
Neste país eu servirei contente,
Aquele que por mim morreu na cruz.
E viverei cantando alegremente,
Hinos de triunfo ao meu Rei Jesus,
Sentar-me ei na praça celestial
Banhado pela luz do Salvador,
Que ilumina com força sem igual,
Mais forte do que o sol em seu fulgor.
Lâmpadas jamais e nem do sol a luz,
Brilharão na praça onde está Jesus,
E lá eu estarei o tempo inteiro
Adorando a beleza do Cordeiro.
Que assim seja
Orlando Arraz Maz
Que assim seja
Orlando Arraz Maz
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