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sexta-feira, 30 de novembro de 2018

COMO ESTÁ SUA VISÃO?


Creio, Senhor! E o adorou.
(Ev. João 9)



Todos os milagres são extraordinários, mas quando se trata de cegueira reveste-se de grande importância.  Neste texto encontramos um homem que nasceu cego, incapaz de imaginar a forma das coisas à sua volta, a beleza do firmamento, a coloração das flores, o rosto dos pais, enfim uma vida coberta de trevas.

Mas este dia marcou sua vida.  Jesus, ao passar por ele, não o ignorou, e  após responder a pergunta dos discípulos, “cuspiu no chão e com a saliva fez lodo, e untou com lodo os olhos do cego, e disse-lhe: Vai, lava-te no tanque de Siloé (que significa Enviado). E ele foi, lavou-se, e voltou vendo”.

Como gostaria de ver a reação deste homem. Antes, o rosto todo sujo, asqueroso, sendo conduzido por alguém em direção ao tanque onde lavou-se.  Depois, sozinho, sem qualquer ajuda, um olhar espantado, talvez até sorrindo, após confiar na ordem de Jesus, teve sua visão perfeita. Ele foi: não duvidou que aquela coisa feia pudesse mudar sua vida repentinamente, e voltou enxergando.

Quando viram o cego circulando pelas imediações, travou-se longo debate, se era a mesma pessoa a esmolar, envolvendo até as autoridades religiosas.

Creio que já cansado de tantas perguntas, ele encerra o assunto: “Se é pecador, não sei; uma coisa sei: eu era cego, e agora vejo.

Magnifica resposta, que me leva a pensar num outro tipo de cegueira, que impede a todas as pessoas de contemplarem a cruz do calvário, onde Jesus deu nova visão para todos que crerem nele. Tal como o lodo, a cruz também foi horrível, sendo o único meio de restauração. O apóstolo Paulo ilustra bem: “O deus desta era cegou o entendimento dos descrentes, para que não vejam a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus”.(II Cor.4:4)

Quando este milagre acontece passa a ser visível a todos, pois a nova visão dos céus nos dá um novo tipo de vida para seguirmos a Jesus. Os olhos do nosso entendimento são restaurados, e a beleza de Jesus em nós é vista por todos.

Assim, como o cego, somos inquiridos pelos amigos: “como se deu essa mudança extraordinária na sua vida”? Então respondemos com alegria: “fui à cruz, confessei a Jesus como Salvador e Senhor, e voltei salvo, com nova visão”.

E um cântico vem à nossa boca: “Oh! Quão cego eu andei e perdido vaguei longe, longe do meu Salvador! Mas da glória desceu e seu sangue verteu pra salvar a um tão pobre pecador”(HC 46)

Por fim, ao descobrir que quem o curou era Jesus, disse o homem: Creio, Senhor! E o adorou.

Que neste dia, quando muitos estão tateando por caminhos sombrios, buscando sua cura espiritual por métodos humanos, que imitem o cego na sua fé e obediência, e corram para os braços de Jesus, enquanto estiver vivo. Após a morte será impossível. Assim, como diz o Espírito Santo: “Hoje, se vocês ouvirem a sua voz, não endureçam o coração” (Hebreus 3:7,8)

Que assim seja.

Orlando Arraz Maz©

sábado, 24 de novembro de 2018

UM DEUS PROVEDOR

 Já fui jovem e agora sou velho, 
mas nunca vi o justo desamparado,
 nem seus filhos mendigando o pão.

 ( Salmo 37:25)



Este texto foi publicado em 01/09/2010, e novamente veio ao meu coração na leitura bíblica, e agora segue novamente, pouco modificado.


Este era um dos versículos favoritos e citados por meu pai, quando eu era criança. Nossa família possuía poucos recursos e condições bastante limitadas, mas o básico nunca faltou em nossa mesa, e meu pai confiava nesta citação bíblica.

Naqueles tempos não entendia a profundidade deste versículo, talvez por não ser um idoso, ainda.

Os anos se passaram. Tornei-me adulto, pai e avô, e novamente me confronto com este versículo. Desejo confiar nas suas palavras, assim como confiavam meu pai e o rei Davi.

É bem provável que alguns tenham certa dificuldade em sua interpretação, uma vez que há tantas necessidades e carências ao nosso redor.

Davi, agora um idoso, tem plena certeza que Deus nunca desampara o justo nem sua descendência.

É possível alguém passar por necessidades, assim como Davi passou diversas vezes. Uma delas, com seus soldados famintos, esperavam pela bondade de Nabal, um fazendeiro rico (I Sam. 25)

Lembro-me quando com seus moços esperavam a bondade de Nabal, uma vez que estavam famintos (ISam.25), ou quando foi à procura do sacerdote Aimeleque ( I Sam. 21).

Sim, o justo pode passar por privações, mas nunca sentir o desamparo de Deus.

Este homem  do nosso texto é aquele que vive sem ganância (vers.21), que é abençoado (vers.22), que têm seus passos confirmados pelo Senhor (23),e que ao cair contará com sua sustentação(vers.24).Por isso, esse homem nunca sentirá o desamparo de Deus, tampouco sua descendência.

Bendito seja o Deus de Davi e de meu pai, que embora não prometa bens materiais em abundância, nos abençoa e nos conforta com a sua presença.

Esta é uma das incontáveis promessas de Deus, e ele jamais deixará de cumpri-las, pois Ele é fiel. “Pois, tantas quantas forem as promessas de Deus, nele está o sim; portanto é por ele o amém, para glória de Deus por nosso intermédio” (II Cor. 1:20)

Que ensinemos nossos filhos a fidelidade de Deus em não desamparar o justo nem a sua descendência.

Ele não nos promete um tapete florido, mas uma mesa farta da sua presença constante e abençoada.

Que assim seja.

Orlando Arraz Maz©

sábado, 17 de novembro de 2018

UM JARDIM INIGUALÁVEL



Hoje estou num lugar rodeado de árvores, plantas ornamentais, e flores  por todos os lados. Um cenário verdadeiramente deslumbrante.


  

Neste lindo lugar fui levado a pensar em outro jardim, claro, que não se compara a este, criado pelo jardineiro dos céus. Sem dúvida, concluiu uma obra para encher os olhos de todos de admiração.  Fico imaginando o esplendor daquelas árvores, as cores cintilantes das flores, os rios que serpenteavam por ele, e a criação à sua volta.

Entretanto, há um ditado que diz: “tudo o que é bom acaba logo”. Não sei se é verdadeiro, mas neste caso, sim. O pecado entrou, a plantação murchou, e o homem precisou sair do jardim, uma expulsão triste e vergonhosa, com querubins na entrada, e uma espada flamejante que se volvia por todos os lados.

Hoje não há mais jardins como aquele, mas a misericórdia do Senhor e a sua bondade, criaram lugares maravilhosos para o deleite da humanidade. Quando nos encontramos nesses lugares, podemos apreciar a grandiosidade do nosso Deus e contemplar tais obras perfeitas.

Assim, o salmista, contemplando tanta beleza ao seu redor, exclamou com plena convicção: “Bendize, ó minha alma ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome. Bendize, ó minha alma ao Senhor, e não te esqueças de nenhum dos seus benefícios”  (Salmos 103)

Sem dúvida dentre os incontáveis benefícios de Deus, o próprio salmista afirma ser o perdão. Quando nos reconciliamos com Ele há um alívio dentro de nós, desaparece o peso de nossos pecados, Ele passa a fazer morada em nossos corações, e nossa visão se modifica, tornando-nos apreciadores de suas obras. Em cada detalhe, desde as árvores imensas, até as minúsculas plantas, nossos olhares se voltam para o nosso Deus, e nossa boca se enche de exclamações em forma de cântico: “Então minha alma canta a Ti, Senhor, grandioso és Tu! Grandioso és tu!”

Que sejamos apreciadores das obras da criação, mas antes de tudo da maior obra que foi realizada na cruz do Calvário, quando Jesus morreu e pagou pelos nossos pecados. 

Assim, Ele transformou-nos em jardins de Deus, cuja beleza ultrapassa o primitivo jardim, tendo as mãos do Jardineiro para nos embelezar e cuidar de nosso crescimento.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

UM CORAÇÃO QUE QUEIMA DENTRO DO PEITO




 “Não parecia que o nosso coração queimava dentro do peito
 quando ele nos falava na estrada e nos explicava as Escrituras Sagradas”?
 (Lucas 24:31- NTLH)


Este é um dos textos bastante apreciados no Evangelho de Lucas, ao narrar a caminhada de dois discípulos, de Jerusalém para Emaús. Comentavam entre si os acontecimentos do dia da ressurreição, com um misto de alegria e de tristeza. De repente aproxima-se um “desconhecido”, e participa da conversa. Os dois estranham o fato de que aquela pessoa nada sabe do que aconteceu com Jesus. Ao chegar onde moravam, vendo que ela seguia adiante, a convidaram para cear com eles. Assim, chegamos ao texto de nossa meditação:

“Não parecia que o nosso coração queimava dentro do peito
 quando ele nos falava na estrada e nos explicava as Escrituras Sagradas”?

O estranho causou algo em seus corações que só descobriram à mesa:  "Não nos abrasava o coração”?

De fato é uma sensação extraordinária quando acontece algo conosco, e nos leva a batidas mais rápidas do nosso coração, por exemplo, ao nascer um filho e recebermos a notícia; quando nos casamos e ao chegar à igreja ficamos aguardando a noiva ou o noivo; quando vemos nosso nome na lista dos aprovados na faculdade, e assim, uma série enorme de circunstancias.

Mas, pensando no coração destes dois discípulos, as circunstâncias eram outras: a presença de quem eles tanto amavam, e que vinham lamentando sua morte e seu sofrimento, era real. Ele estava vivo. Cumpriu sua palavra e naquele dia, o domingo da ressurreição, foi encontrar-se com eles para levar-lhes alegria sabendo da tristeza que os abatia.

Será que nosso coração bate mais forte quando entramos em oração na presença de Jesus? Quando cantamos entusiasmados na hora do louvor? Quando agradecemos um socorro bem presente? Ou será que nosso coração fica sem reação?

Os dois discípulos não se contiveram em casa, mas fecharam suas portas e voltaram para Jerusalém, caminharam onze quilômetros, sem contar os mesmos que fizeram há pouco, pois desejavam contar aos discípulos o maravilhoso encontro.

Será que hoje encontraríamos pessoas com a mesma disposição? Ou que estão com pressa para contar que a presença de Jesus em suas vidas é real, e que ele faz “arder”, “abrasar”, “bater mais forte” o coração? “Que ele, o Senhor sara os quebrantados de coração, e cura-lhes as feridas”?(Salmos 147:2,3). Que ele perdoa os pecados e garante vida eterna? 

Que nossa oração seja assim: Faça de mim, Senhor, alguém que tenha o coração abrasado e pronto para dizer aos outros que Jesus está vivo, e que vai voltar como prometeu.  E que levará para si todos os que creram em seu nome e o aceitaram como Senhor e Salvador.

Que assim seja.

Orlando Arraz Maz©



sexta-feira, 2 de novembro de 2018

RESSURREIÇÃO E VIDA





“Declarou-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida;
quem crê em mim, ainda que morra, viverá;
 e todo aquele que vive, e crê em mim, jamais morrerá. Crês isto?” (João:11,25,26)


Hoje é um dia especial para todos os que têm familiares e amigos que já partiram para a eternidade. Visitam seus túmulos, levam flores, e permanecem por alguns momentos pensando neles, no que representaram para suas vidas, e as lágrimas, muitas vezes, afloram em suas faces.

Dentre muitos amigos e familiares, há os que têm esperança na ressurreição para a vida eterna, certos de encontra-los porque creram em Jesus.

Certa ocasião Jesus levou conforto para duas irmãs que perderam seu irmão Lázaro. Tristes e aflitas aguardavam a sua chegada para curá-lo, e como demorou, veio a falecer. Mais tarde Jesus chegou e ao  aproximar-se da aldeia, encontrou Marta e declarou-lhe: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo aquele que vive, e crê em mim, jamais morrerá. Crês isto?”. E logo depois ressuscitou a Lázaro, restaurando às irmãs a  alegria perdida.

Esta mensagem de Jesus é a única que nos dá esperança, pois assim como Ele vive, pois ressuscitou, garante vida eterna aos que creem em seu nome.

As religiões pretendem dar esperança, mas diante da morte não conseguem; a ciência pretende dar respostas científicas, e muitos pesquisam a vida após a morte, mas dizer e fazer o mesmo que Jesus faz, não conseguem.

Hoje é dia de homenagear aqueles que se foram e nos deixaram saudades, mas de esperança também, pois a mensagem de Jesus que permanece vibrante e verdadeira, garante que ressuscitará aqueles que se foram crendo nele.

Crês isto? É a mesma pergunta feita por Jesus à Marta, que ainda hoje Ele faz.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

sábado, 27 de outubro de 2018

UM PRESIDENTE DO CORAÇÃO DE DEUS





“Disse no seu coração o insensato: Não há Deus”.
(Salmos 14:1) 



A história mais recente de governantes ateus é bastante estarrecedora, pois muitos deles influenciaram as pessoas, incutindo nelas total desprezo a Deus, negando sua existência. Suas vidas foram lastimáveis, nutrindo em seus corações ódio, maldade, soberba, inveja, pois não permitiram que Deus os abençoasse, e mudasse seus corações. Hitler é um dentre muitos que ainda estão em nossa memória, e seus feitos abomináveis estão visíveis em prédios hoje transformados em museus.

É sempre assim. Quando colocam Deus de lado os efeitos atingem como verdadeira praga, os lares perdem o rumo, a violência se espalha, o ódio cresce nos corações, e o pior, se tornam inimigos de Deus.

Neste salmo o escritor é enfático: “Disse no seu coração o insensato: Não há Deus”. De fato, só pode ser insensato, “aquele que não está em seu juízo, cujos atos são contrários ao bom senso, à justa medida, insano, doido, delirante” (Dicionário). As provas da existência de Deus estão em toda parte, e Jesus ao vir a este mundo corroborou de maneira extraordinária, respondendo a seguinte pergunta de Felipe: “Senhor, mostra-nos o Pai e isso nos basta. Ao que Jesus respondeu: “Há tanto tempo que estou convosco, e ainda não me conheces, Felipe”? “Quem me viu a mim, viu o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai”?” (João 14:8,9).

Em outro Salmo assim afirma o Salmista: “Bem aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor” (Salmo 33:12).  E para “Deus ser senhor”, Ele tem que ser admitido nos corações, crido de maneira integral, obedecido e ser a bússola para todo governante.

O Brasil é conhecido como um país cristão, oxalá fosse, onde os governantes o temessem e o honrassem com suas vidas e ações, mas não é o que contemplamos à nossa volta, pois há os que desejam liderá-lo, trazendo a volta crenças que negam a existência de Deus e distorcem sua Palavra, com ensinos que pervertem as mentes de nossas crianças, e assim sejam infectadas desde os seus primeiros dias.

As eleições estão às portas, e cabe aos verdadeiros cristãos clamar a Deus que nos dê sabedoria em escolher aquele segundo o Seu coração. Um Presidente, mesmo que não se alinhe com os nossos ideais, mas que reconheça a Deus como Senhor, e governe nosso País com amor, justiça e paz.

Somente assim seremos uma nação abençoada.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

sábado, 20 de outubro de 2018

E A PACIÊNCIA, ONDE ESTÁ?




A paciência é uma virtude excelente na vida de qualquer um, pois ela traz inúmeras e benéficas vantagens, tais como equilíbrio, sensatez, decisões ponderadas, soluções de conflitos difíceis, e por aí vai uma lista infindável.

Lamentavelmente muitos não conseguem cultivar tal virtude nas muitas situações da vida, quer seja dentro da família, no relacionamento entre cônjuges, filhos, no ambiente de trabalho, no   trânsito, nas atividades escolares, no comércio, e no final muitos dizem: perdi a “cabeça”.

Confesso que  também perdi a paciência inúmeras vezes, mesmo   contando até 10!

A Bíblia está repleta de instruções sobre o exercício da paciência, especialmente nas cartas dos apóstolos Paulo, Pedro, Tiago, entre outros. Um dos requisitos para o obreiro aprovado é ser paciente: “e ao servo do Senhor não convém contender, mas sim ser brando para com todos, apto para ensinar, paciente”(II Tim.2:24). E tal preceito se aplica a todos os cristãos confessos.

Dentre os personagens bíblicos, Jó é bastante conhecido por sua paciência. Mas pela impaciência poucos conhecem o profeta Jonas. Basta ler seu pequeno livro e descobrir a falta desta virtude na vida do profeta desobediente.

Impaciente na tratativa de salvar o povo perdido,ficou irado com Deus. Mais tarde foi descansar e Deus fez nascer uma aboboreira que lhe trouxe muita alegria, mas no dia seguinte Deus enviou um bicho, feriu-a e ela se secou, e quando o sol refletiu sobre sua cabeça, desmaiou e desejou morrer. E diante de tanta impaciência, foi exortado por Deus: ´”É razoável essa tua ira por causa da aboboreira?”. (Jonas 4).


Então, seria conveniente nos perguntarmos: “é razoável minha impaciência?”. E a resposta sempre será negativa.

Devemos lembrar que Deus sempre foi e será paciente conosco, diante de nossos erros e respostas frívolas. Ele não tolera o pecado na vida do ser humano, mas não perde sua paciência com ele. Com Jonas, Deus demonstrou seu coração magnânimo, perdoando os pagãos arrependidos, e estabelecendo nítido contraste com o espírito intolerante, não perdoador de Jônatas.

O apóstolo Pedro destaca este atributo de Deus: “O Senhor não se atrasa em cumprir a sua promessa, como julgam alguns. Pelo contrário, Ele é extremamente paciente para convosco e não quer que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento” (II Pedro 3:8). 

Então, que tal cultivarmos esta virtude tão necessária para vivermos em paz uns com os outros, especialmente nos dias em que vivemos.

Que assim seja.


Orlando Arraz Maz©





sexta-feira, 12 de outubro de 2018

MILAGRES AINDA HOJE



Mensagem lida por ocasião da comemoração dos 45 anos da Casa de Oração de Jardim Botucatu, no 

dia 25 de agosto de 2018.

1973 - 2018


Pela fé eu creio em todos os milagres da Bíblia,

Mas,

Nestes 45 anos de comemorações, não vi nenhum mar vermelho se abrir,
Mas, aqui, vi muitos corações sendo abertos para uma nova vida.

Não vi nenhuma sarça ardendo sem se consumir,
Mas, aqui, vi muitos corações ardendo por Jesus sem se cansarem.

Eu creio em  milagres ainda hoje.

Não vi nenhum machado no fundo do rio ser levantado e flutuar,
Mas, aqui, vi muitas vidas atoladas no pecado e sendo milagrosamente resgatadas por Cristo.

Não vi Maria, irmã de Lázaro, aprendendo aos pés de Jesus,
Mas, aqui, vi muitos assentados, aprendendo de Jesus, também.

Não vi a sepultura de Lázaro sendo aberta e ele saindo, vivo, dela.
Mas, aqui, vi muitas vidas mortas, onde muitos saíram vivos para Jesus.

Não vi a cruz onde Jesus foi crucificado,
Mas, aqui, vi muitos que foram crucificados com Cristo.

 Sim, irmãos, nestes 45 anos, vi  muitos milagres.

 Crianças recitando versículos da Bíblia,
E hoje, muitas ensinando a Palavra de Deus.

Por isso, resta-me render a Cristo todo  louvor e adoração, pelos milagres que aconteceram neste lugar.

E que ao caminhar para os 46 anos  sejam mais  e mais,
E tudo para a Glória de Cristo.

Que assim seja

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

UMA VELHA HISTÓRIA QUE NÃO PODE SER REPETIDA:



Pedimos ao Senhor um rei para que batalhasse e ganhasse as nossas causas,
Que marchasse à nossa frente e nos defendesse das demais nações.
Pois estávamos com medo, muito medo.
Vimos que os povos ao nosso redor tinham um rei.
E nós, apenas juízes e, mais triste ainda, um juiz bastante velho.
Precisávamos de alguém com ideias novas, forte, guerreiro, batalhador.
E Deus nos deu um homem chamado Saul,
Muito bonito, alto, que fazia a diferença! (I Samuel 8)

Senhor, muda nosso pedido.

Hoje, desesperados, precisamos mais do que um rei.
Mais do que um guerreiro, mais do que um lutador;
Temos usado nossas forças para buscar alguém que caminhe adiante de nós,
Fizemos passeatas, pintamos  e espalhamos cartazes  com mensagens por toda a parte,
Fizemos abaixo-assinados, compartilhamos noticias sem saber sua veracidade.
Portanto, perdoa-nos, Senhor.

Hoje,  confessamos com muita tristeza,
Que não clamamos ao Senhor, pois é Ele quem melhor sabe escolher.
Ele vê o interior e conhece o coração lá no fundo.

Portanto, faze,  Senhor, que nossa escolha coincida com a tua, e dá-nos um presidente segundo o teu coração, como Davi, ou como Moisés, teu amigo.

Dá-nos Senhor, pois mais do que nunca precisamos um homem que ouça e obedeça a tua voz.

Que sejamos sábios em nossas escolhas.  Amém.

Texto de Orlando Arraz Maz

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

A GRANDE OBRA DE CRISTO


   
“tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós
começou a boa obra a aperfeiçoará até o dia de Cristo Jesus”


É normal admirarmos boas construções as quais chamam nossa atenção. E ao conhecermos uma delas, afirmamos: “esta é uma boa obra”. Para tanto, o proprietário investe seus recursos e não mede esforços, pois deseja, mesmo, que seja uma ótima obra.

E este pensamento me leva a meditar no texto encimado, quando o apóstolo Paulo ao escrever aos cristãos da cidade de Filipos, os leva a lembrar do primeiro dia em que pisou seus pés naquela cidade. 

Um dia que ficou marcado no coração de todos os que participaram dele, pois de pronto encontrou Lídia a vendedora de púrpura da cidade de Tiatira, que desejosa pelas novas do evangelho, converteu-se a Cristo, foi batizada, e abriu as portas de sua casa para Paulo e Silas. Enquanto as portas de sua casa eram abertas, o cárcere onde se encontravam os soldados de Cristo era destruído por um terremoto, e o carcereiro e sua casa convertidos a Cristo, assim como, destruído, também, a esperança de lucros obtidos pela adivinha escrava liberta de um espírito adivinhador e levada a Cristo. Tais acontecimentos ficaram gravados pela igreja que estava sendo edificada naquela cidade.

Assim, Deus começa o grande edifício, e nasce uma igreja fruto da obra redentora de Cristo. Seus primeiros membros, Lídia, o carcereiro, ambos com toda sua casa, a adivinha, cujos nomes não conhecemos, todos com as vidas transformadas e alcançados pela graça de Cristo.

E através dos anos o Evangelho está fazendo uma grande obra.

Entretanto, esta grande obra planejada por Deus foi executada pelo Senhor Jesus, que investiu sua preciosa vida, oferecendo-a na cruz em pagamento pelos nossos pecados. Verdade confirmada pelo apóstolo em sua 1ª Carta aos Coríntios: “Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras”(1ª Cor. 15:3).

Quando contemplamos as vidas retratadas na carta aos Filipenses ficamos encantados, pois se constituem em pedras preciosas nesta construção.  As vidas mudadas que iniciaram a igreja de Filipos e seus membros eram amorosas, alegres, participativas. Basta citar que um de seus membros, chamado Epafrodito foi incumbido de levar uma oferta ao apóstolo Paulo preso em Roma, quando ficou enfermo e próximo às portas da morte. Pela carta escrita podemos avaliar o enorme amor para com Epafrodito: “Pois de fato esteve doente e quase à morte; mas Deus se compadeceu dele, e não somente dele, mas também de mim, para que eu não tivesse tristeza sobre tristeza. Por isso vo-lo envio com mais urgência, para que, vendo-o outra vez, vos regozijeis, e eu tenha menos tristeza. Recebei-o, pois, no Senhor com todo o gozo, e tende em honra a homens tais como ele; porque pela obra de Cristo chegou até as portas da morte, arriscando a sua vida para suprir-me o que faltava do vosso serviço”. (Filip. 2:25-30).  Por várias vezes enviou ofertas ao apóstolo, para suprir suas necessidades, enquanto outras igrejas não fizeram o mesmo.

Ao encerrar esta singela meditação sobre a igreja de Filipos, nossa oração é que a igreja de nossos dias, igreja militante, tenha as suas características, expondo vidas verdadeiramente salvas como os melhores e mais belos ornamentos de consagração, pureza, retidão, alegria, amor e misericórdia. 

Somente assim seremos acreditados como um dos mais belos edifícios construídos por Deus e sustentado pelo Senhor Jesus."Uma boa obra"

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

ONDE ESTÁ MINHA COMPAIXÃO?


   
Quando Jesus saiu do barco e viu uma grande multidão,
teve compaixão deles,
porque eram como ovelhas sem pastor.
Então começou a ensinar-lhes muitas coisas.( Marcos 6:34)


A Bíblia apresenta detalhes preciosos da vida de Jesus que valem a pena seu estudo. Por ocasião da primeira multiplicação dos pães e peixes, podemos concluir que foi um dia repleto de atividades, e todas cansativas, sem ter para ele e seus discípulos um minuto para comer e descansar. Avaliando a situação, Jesus os convidou para descansar em um lugar deserto. Entretanto, muitos vendo retirar-se com seus discípulos, acompanharam por terra o destino do barco, e chegaram antes deles.

Jesus não pode descansar, e ao ver grande multidão, teve compaixão deles, porque eram como ovelhas sem pastor, e começou a ensinar-lhes muitas coisas.   

Um pastor de rebanho é aquele que se preocupa com seus animais, defende-os de feras, providencia um pasto bem verde, e um riacho para dessedentar sua sede. Quando tudo isto é feito, surgem animais sadios e fortes.

Foi assim que Jesus viu aquela enorme multidão, totalmente desorientada e buscando alimento para a alma. E lá estava o Grande Pastor, que depois de ensiná-los providenciou um farto banquete de pães e peixes.

Ainda hoje Jesus manifesta a mesma compaixão, e se preocupa com o bem estar das pessoas e deseja alimentá-las sobejamente. Não quer despedir ninguém, pois para Jesus nunca é tarde. Mas os discípulos reagiram sugerindo que as pessoas comprassem comida nos campos e povoados, mesmo sendo tarde. Vemos em cada um deles uma frieza tamanha que chega a nos incomodar.

Vivemos dias de total indiferença no campo religioso. Há uma multidão faminta desejando ser alimentada pela Palavra de Deus, porém encontram lideres indiferentes, pastores interesseiros, que os despedem vazios de Cristo.  Por outro lado há cristãos nominais que deixaram desaparecer as marcas da compaixão de Cristo, e são péssimos exemplos para  aqueles que estão famintos de Jesus.

Nossa oração, porém, dirigida a Jesus, é para que ele abra os nossos olhos para encontrar famintos do pão da vida, e incendeie nosso coração com sua compaixão. E, com alegria, cantemos este hino: “Mais de Cristo quero ver, mais da sua graça ter, mais da sua compaixão, mais da sua mansidão” HC 349.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©


sexta-feira, 14 de setembro de 2018

DEUS É O DEUS QUE NOS VÊ!



“E ela chamou, o nome do Senhor,
que com ela falava, El-Rói; pois disse:
Não tenho eu também olhado neste lugar
para aquele que me vê? (Gên.16:13)



Em meio a tanto sofrimento, Agar, grávida, foi despedida por sua senhora, Sarai. Levando um filho no ventre, quem sabe uma pequena mochila sobre seus ombros, partiu em direção ao deserto. Apesar de toda dificuldade de uma gravidez, e seus incômodos, encontrou uma fonte no deserto para mitigar sua sede. 

E foi exatamente neste lugar que o anjo do Senhor a viu. Sendo Deus encarnado, ali presente, já conhecia seu nome, mas quis ouvir de seus lábios sua história. 

Muitas vezes no meio de um redemoinho de aflições, nosso desejo é fugir para um lugar distante, e nos esquecemos de que Deus está em toda a parte. Esta foi a experiência do salmista: “Para onde me irei do teu Espírito, ou para onde fugirei da tua presença?”(Salmo 139:7). Assim como Agar foi encontrada e respondeu com sinceridade, o Senhor Jesus, também nos conhece, sabe nosso nome, e deseja nos ajudar.

A bendita mão do Senhor sempre vem em nossa direção, pois assim afirma sua palavra: “Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para que não possa ouvir” (Isaias 59:1). Então, no deserto de nossas tristezas, dúvidas, desespero, abandono, lágrimas, ele nos ouve e suas mãos nos alcançam com seu poder.

Agar, depois de ouvir uma maravilhosa promessa por parte do anjo do Senhor, que inundou seu coração de alegria, soube que foi ouvida em sua aflição: “porquanto o Senhor ouviu a tua aflição”. E chamou o nome do Senhor, “Tu és El-Roí, o Deus que Me Vê”.

Hoje,se tudo ficou escuro ao seu redor, creia que ele é o Deus que vê, e a escuridão para ele é como a luz: “Se eu cogitar: As trevas, ao menos, haverão de me envolver, e a luz ao meu redor se tornará em noite, constatarei que nem as mais densas trevas são obscuras para teu olhar, pois a noite brilhará como o meio-dia, porquanto para ti as trevas são luz”(Salmos 139:11,12).

Não se esqueça destas verdades preciosas, pois mesmo no mais escaldante deserto das tristezas e provações, Deus é o Deus que te vê. Creia somente.

Que assim seja

Orlando Arraz Maz©




  



sexta-feira, 7 de setembro de 2018

OS CÉUS QUE SE ABRIRAM, UM DIA FORAM FECHADOS



Quando olhamos para o firmamento num dia bem iluminado pelo sol, ficamos maravilhados com sua beleza, seu azul profundo e sua extensão. E a noite, um céu cravejado de estrelas, e uma bela lua iluminada. Somente o poder de Deus para realizar obra tão majestosa.

Agora, imaginem se Deus escancarasse o céu, e permitisse sua visão! Anjos circulando de um lado para o outro, ruas de ouro e brilhantes, salvos formando grandiosos corais, e Jesus caminhando acompanhado de grande multidão! Claro que não passa de uma  hipótese, pois como míseros mortais, com uma natureza pecaminosa, não podemos desfrutar tais belezas. Entretanto, com um corpo de glória preparado por Deus na ressurreição dos salvos, tudo isso e muito mais será permitido desfrutarmos extasiados.

A Bíblia nos apresenta as várias vezes quando o céu foi aberto,  para demonstrar sua aprovação ao Filho:

Na noite quando os anjos anunciaram o nascimento de Jesus:

“De repente, uma grande multidão do exército celestial apareceu com o anjo, louvando a Deus e dizendo: "Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens aos quais ele concede o seu favor” ( Lucas 2:13,14)

No dia do seu batismo:

Assim que Jesus foi batizado, saiu da água. Naquele momento os céus se abriram, e ele viu o Espírito de Deus descendo como pomba e pousando sobre ele. Então uma voz dos céus disse: "Este é o meu Filho amado, em quem me agrado" (Mat.3:16-17)

No monte da transfiguração com três dos seus discípulos:

Enquanto ele ainda estava falando, uma nuvem resplandecente os envolveu, e dela saiu uma voz, que dizia: "Este é o meu Filho amado em quem me agrado. Ouçam-no!" (Mat.17:5

Certa ocasião em Jerusalém, quando alguns gregos desejavam conhecer a Jesus:

“Pai, glorifica o teu nome! Então veio uma voz do céu: “Eu já o glorifiquei e o glorificarei novamente”(João 12:28)

Às vésperas de sua morte na cruz, no jardim, um anjo desceu para confortá-lo:

“Apareceu-lhe então um anjo do céu que o fortalecia”.(Lucas 22:43)

No dia de sua ressurreição dois anjos apareceram a Maria para animá-la, e anunciar a gloriosa ressurreição:

“Maria, porém, ficou à entrada do sepulcro, chorando. Enquanto chorava, curvou-se para olhar dentro do sepulcro e viu dois anjos vestidos de branco, sentados onde estivera o corpo de Jesus, um à cabeceira e o outro aos pés. Eles lhe perguntaram: “Mulher, por que você está chorando”?” Levaram embora o meu Senhor", respondeu ela, "e não sei onde o puseram"(João 20:11-13)
Tais manifestações do poder de Deus em abrir os céus, revelam seu desejo em dar aos homens ciência de seus atos em prol da salvação de suas almas, sem deixar margem de dúvidas de que seu amado filho foi enviado por Ele.

As belezas de um céu aberto que nos inundam de alegria e paz, entretanto, não ocorreram na morte de Jesus quando ele sofria. Não houve anjos sobrevoando a cruz, ora confortando, ora enxugando seu rosto, mas o que vimos foi um céu enegrecido e total abandono, levando-O a exclamar:

“Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?” (Mateus 27:46).

Um hino expressa bem a agonia de Jesus:

“A Sua vara Deus alçou E castigou-Te, enfim. Teu Deus a Ti desamparou, para amparar-me a mim. Verteste, então, como expiação, Teu sangue carmesim”.
(HC 506)

Que o nosso amor ao Senhor Jesus aumente mais e mais em nosso coração, pois Ele sofreu o abandono sem merecer, uma vez que não conheceu pecado, mas se fez pecado por mim e por você. Deus o abandonou na cruz porque via Nele os nossos pecados.

Assim escreve o profeta:

“Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados.”(Isaias 53:5)

O céu que foi fechado para Jesus felizmente está aberto. Deus o abriu no dia de sua ascensão para recebê-lo, onde foi preparar moradas junto ao Pai.  

Se hoje não podemos contemplar as belezas internas do céu, por certo podemos vivê-las no presente para desfrutá-las na eternidade, desde que cremos em Jesus como nosso Salvador e Senhor.
                                                                      
Que assim seja                                              

Orlando Arraz Maz©